A dívida se cria muito cedo, pois crescemos com o peso de uma dívida pela qual ignoramos a origem e o preço, mas que devemos pagar.
Muitas vezes pagamos nossas dívidas realizando os sonhos de nossos pais, fazendo aquilo que eles decidiram por nós. Nesse caso, o prazer dos nossos pais é o preço de nossas dívidas. Todavia, se apropriar de um desejo que não é seu, traz a dificuldade de saborearmos as alegrias.
O preço da dívida pode ser mais subjetivo. Isso ocorre quando não decidimos seguir o nosso próprio caminho na realização dos nossos sonhos. Nesse caso o preço da dívida é a decepção e infelicidade do outro.
Portanto, para não conviver com sentimento de culpa adquirido, investimos energia quase sobrenatural para atingir o sucesso perfeito do objetivo imposto. Porém, a perfeição exige um preço alto a pagar.
Outra vez decidimos "não decidir", sem mesmo perceber que a ausência de uma decisão é uma escolha. Apenas seguimos em frente levando a vida como ela se apresenta, sem preocupações e com a falsa sensação de liberdade.
Se porventura a vida não nos oferecer boas oportunidades, não somos responsáveis. A culpa é da sociedade.
A verdade é que estamos sempre criando dividas internas. Que sejamos responsáveis ou culpados, nós nos vitimizamos. Com isso, apropriamos de sentimentos negativos, tais como: raiva, rancor, decepção e frustrações, cujo o preço é o desequilíbrio interno.
A vida não é um mar de rosas. O sofrimento existe no nosso universo, pois somos todos submetidos em um momento ou outro, às dificuldades impostas pelo mundo externo que nos exige a tomar decisões.
Para que não tenhamos dívidas e possamos viver plenamente, é preciso passar pelo PERDÃO.
MAS, PERDOAR A QUEM?
A resposta é SE PERDOAR: “eu me perdoo por ter tantos sentimentos que me fazem mal.” Mas, para que isso seja possível é necessário perdoar o outro. O perdão exige renuncia a toda forma de vingança. O verdadeiro perdão não demanda reparação, ele não é submetido a condições.
O ato de perdoar não é um dom, é uma atitude que se aprende.
Perdoar é uma escolha que se faz para aliviar nosso próprio fardo.
Perdoar é um presente que se dá a si próprio.


Nenhum comentário:
Postar um comentário