A ESCOLA E A SAÚDE MENTAL - DEPRESSÃO




DEPRESSÃO

O que é?
Hoje utilizamos informalmente a palavra “depressão” para caracterizar um sentimento de tristeza. No entanto, na literatura científica, o termo depressão está relacionado ao que chamamos de Transtornos de Humor, como, por exemplo, Transtorno Depressivo Maior ou Distimia. Depressão está entre os transtornos psiquiátricos mais comuns, com aproximadamente 300 milhões de pessoas afetadas no mundo. É definido por sentimento persistente de tristeza, alterações somáticas (como insônia ou dores), neuro cognitivas (lentificação do pensamento) e comportamentais (isolamento, perda de interesse em atividades, falta de motivação). Existem diferentes diagnósticos possíveis conforme a duração, quantidade e intensidade dos sintomas, além da maneira como se apresentam. Mas é importante lembrar que depressão não é sinônimo de tristeza. A depressão é uma transtorno incapacitante e que independe de idade, cor, gênero, ou classe social.

Quais as causas da depressão?
É impossível definir uma causa única para a depressão. Há fatores genéticos, ambientais, fisiológicos e comportamentais envolvidos. No entanto, alguns elementos podem ser associados ao desencadeamento da depressão, como estresse, vivência de eventos traumáticos, uso de maconha e outras drogas, além de problemas crônicos de saúde. Condições clínicas como diabetes, hipotireoidismo e carência nutricional podem apresentar sintomas iguais ou semelhantes aos da depressão e devem ser investigados.

A depressão pode vir acompanhada de outros transtornos?
Sim! Pessoas com depressão podem ter, ao mesmo tempo, outros transtornos psiquiátricos. Os mais comuns são Transtorno de Ansiedade, Transtorno de Abuso de Substâncias.

Quais os principais sinais e sintomas?
  • Tristeza persistente
  • Irritabilidade
  • Perda de interesse ou prazer na maior parte das atividades
  • Perda de peso sem fazer dieta ou ganho de peso
  • Insônia ou precisar dormir mais do que o normal
  • Agitação ou lentificação do pensamento e dos movimentos
  • Fadiga ou perda de energia
  • Sentimentos de culpa e/ou baixa autoestima
  • Dificuldade de concentração ou indecisão
  • Pensamentos recorrentes sobre morte e/ou de que a vida não vale a pena. Saiba mais sobre prevenção ao suicídio

Como é feito o diagnóstico de depressão?
O diagnóstico é feito clinicamente através de entrevistas realizadas por profissionais das áreas de psiquiatria e/ou psicologia.

Existe tratamento?
Sim! Intervenções farmacológicas e psicoterápicas podem ser indicadas. Psicoeducação, que engloba a compreensão dos sintomas e prejuízos associados a depressão, também é fundamental para o tratamento.

Se você acha que pode ter depressão, busque ajuda de um profissional qualificado para uma avaliação!

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

CLAUDIA BOSSI BIGARD

Psicologia Clínica - CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772


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A ESCOLA E A SAÚDE MENTAL - ABUSO E DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS


ABUSO E DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

O que é?

Abuso de substância é quando consumimos alguma droga em excesso. As principais classes de drogas/substâncias psicoativas são: álcool, cafeína, cannabis, alucinógenos, inalantes, opioides, sedativos, estimulantes e tabaco.

Os excessos de uso da droga se dão por conta da ativação do sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema libera neurotransmissores responsáveis por sensações de prazer e, quando ativado pela droga, o sistema produz essa sensação de prazer (denominadas de “barato” ou “viagem) muito mais rápido do que produziria com atividades normais (por exemplo, estudar antecipadamente para uma prova e ter a sensação de prazer quando tirar uma nota alta).

É característico do uso abusivo de substância a presença de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos. Por exemplo, as recaídas constantes (tenta parar, mas volta ao uso) e a fissura intensa pela substância (desejo muito intenso de usar a droga) são sintomas exibidos por indivíduos que fazem uso abusivo de substância(s).

Quando identificamos um Transtorno por Uso de Substância, ele é caracterizado por:

– Baixo controle sobre o uso da substância (você vê que é prejudicial e gostaria de parar de usar, mas não consegue);

– Prejuízo social (você deixa de fazer coisas que gostaria no dia a dia em função da substância);

– Uso arriscado da substância (você coloca sua vida ou a de terceiros em risco, e.g. dirige sob o efeito de droga);

– Efeitos farmacológicos (tolerância e abstinência – ver abaixo).

Conceitos importantes para entender melhor:

O que é tolerância?

Quando o sistema de recompensa se adapta à quantidade de substância ingerida, tornando-se menos sensível a ela. Portanto, o indivíduo precisa maiores e mais frequentes doses para sentir o prazer rápido e intenso que sentia, quando começara o uso, e para aliviar os sintomas da abstinência.

O que é intoxicação?

Aparecimento de sintomas específicos devido ao uso recente da substância. Alterações do humor, sudorese, taquicardia, alucinações, ataques de pânico, agitação, (…), são exemplos de sintomas agudos do uso recente.

O que é abstinência?

Sintomas devido à interrupção ou à diminuição do uso da substância. Dentre eles, podemos citar sintomas depressivos, fadiga, aumento de apetite, pesadelos, insônia, pensamento lento, tremores, agitação.

O que é dependência?

A pessoa é incapaz de parar o uso, mesmo que saiba o quanto isso está lhe causando problemas sociais e de saúde.

Existe tratamento?

Sim! Tratamentos são baseados em estratégias de Redução de Danos, de Promoção de Abstinência, de Suporte Social e de Promoção de saúde (http://www.saude.gov.br/politica-nacional-de-saude-mental-alcool-e-outras-drogas). Você pode encontrar grupos de tratamento, instituições de tratamento e de internação e você também pode iniciar um tratamento individual.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

CLAUDIA BOSSI BIGARD

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SAÚDE MENTAL NA VOLTA ÀS AULAS

 


SAÚDE MENTAL NA VOLTA ÀS AULAS

CUIDAR DA SAÚDE MENTAL DEVE SER PRIORIDADE NA VOLTA ÀS AULAS

É hora de retomar o ano letivo. Neste novo ciclo, cuidar da mente e do corpo, é a tarefa a ser priorizada.

Com a reorganização das nossas rotinas, é essencial procurar equilíbrio entre as múltiplas atividades que são realizadas ao longo do dia de maneira intencional e com disciplina, organizando o tempo com o trabalho, com a família, momentos de lazer, praticando esportes ou desenvolver a espiritualidade, é forma de preservar a saúde mental

Apenas trabalhar e concentrar o tempo vago em atividades como internet, redes sociais e televisão, tendem a drenar a energia, piorando o humor, fazendo com que fiquemos suscetíveis ao estresse e menos capazes de lidar com as situações desfavoráveis.

A ESCOLA E A SUA SAÚDE MENTAL

Adversidades que envolvem todo o histórico de vivências dos alunos, acrescidas do stress devido ao modelo acadêmico competitivo e a busca pela excelência em detrimento de um aprendizado saudável, além do momento atual, são fatores importantes.

Segundo pesquisa da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil), 83% dos estudantes de universidades federais brasileiras já enfrentaram alguma questão de ordem emocional. Ansiedade e sensação de desamparo são situações recorrentes nos relatos de alunos, mas existem outras condições que afetam as questões de ordem emocional e a ideação suicida que passou de 4% em 2016 para 11% na pesquisa de 2019 (antes da pandemia) são preocupantes. (veja a matéria sobre a PREVENÇÃO DO SUICÍDIO em nosso Blog)

PRINCIPAIS CONDIÇÕES (Veja o detalhamento das principais condições em material publicado em nosso Blog)

  • Abuso e dependência de substâncias psicoativas

  • Depressão

  • Dislexia

  • Doping Cognitivo, Psiquiatria Cosmética ou Aprimoramento Farmacológico Cognitivo (AFC)

  • Transtornos de ansiedade

  • Transtorno do espectro autista

  • Transtorno de humor bipolar

  • TDAH 

HÁBITOS SAUDÁVEIS NA VOLTA AS AULAS

O modo como precisamos lidar com a rotina de muito estudo aliada ao acúmulo de atividades e papéis de vida que desempenhamos para além da universidade, podem causar efeitos negativos em nossa saúde mental.

Como alternativa de cuidado, a experiência de “reconhecer-se” permite a conscientização acerca de estressores que culminam em desgaste físico e mental. Entendendo que o reconhecimento de que algo está fora do eixo é o primeiro passo para efetivar a busca por ajuda.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

CLAUDIA BOSSI BIGARD

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SUA MENTE PRECISA DESCANSAR

 


SUA MENTE PRECISA DESCANSAR

A IMPORTÂNCIA DE TIRAR FÉRIAS E DESCANSAR APÓS MESES CONSECUTIVOS DE TRABALHO

A semana tem sete dias, cinco considerados úteis e dois geralmente destinados ao descanso. Contudo, muitas pessoas trabalham também aos finais de semana e, se não o fazem oficialmente, levam as preocupações do trabalho para casa. Quando se trata de férias, por ser um período mais longo, é possível se desligar com mais facilidade para realmente relaxar e recuperar as energias para recomeçar.

Você precisa de férias para relaxar, um simples final de semana, um dia ou uma hora podem ajudá-lo a se desligar da agitação que o rodeia, ou melhor, de tudo o que o preocupa. O problema reside na forma como você aproveita essas pequenas pausas. Você realmente é capaz de se desligar?

Com certeza, a sua mente fica pulando de um pensamento para outro; pensa nos projetos futuros, no que terá que fazer na segunda-feira, nas pessoas para as quais telefonará, e muitas outras responsabilidades.

Esses pensamentos estão impedindo que você desfrute esses dois dias que você tem para relaxar. É como se você acreditasse que se deixar de lado as preocupações, mesmo que seja por um momento apenas, se transformará em alguém irresponsável.

Na realidade, você não pode fazer nada até segunda-feira quando chegar no escritório. Dessa forma, o final de semana torna-se uma constante antecipação desse momento, com o devido estresse associado.

A SÍNDROME DE BURNOUT, que é um tipo de estafa profissional, tem se tornado cada vez mais comum. Isso é fruto de uma cultura em que o excesso de dedicação à carreira é visto como um símbolo de status. E a verdade é que é preciso se dedicar a outras áreas também, para que todas sejam mantidas em equilíbrio e, assim, evitar que uma prejudique a outra.

O período de férias não deve ser visto como um desperdício de tempo que poderia ser usado trabalhando, porque é comprovado que fazer pausas para descansar por algumas semanas aumenta a produtividade. É como se você desse um passo para trás para, em seguida, ter ânimo e força para dar vários para frente. Descansar é necessário, é revigorante e fundamental para aqueles que desejam trilhar uma carreira de sucesso.

OS BENEFÍCIOS DO DESCANSO

Talvez você acredite que descansar é uma perda de tempo e que “trabalhar sem parar” é o que nos leva à produtividade e ao trabalho bem-feito. Você está errado: estar constantemente “ligado” não trará melhores resultados, mas encurtará o tempo para virem à tona os problemas de estresse, ansiedade, depressão, etc.

Os benefícios de tirar férias são muitos e englobam tanto o desempenho profissional quanto os relacionamentos pessoais e o bem-estar de cada indivíduo. Confira maiores informações sobre as vantagens de fazer uma pausa no trabalho para descansar.

AUMENTA SIGNIFICATIVAMENTE A CRIATIVIDADE: Se seu trabalho exige criatividade e imaginação, não estar inspirado traz muitos problemas. Tentar com teimosia não vai lhe ajudar. É necessário que você relaxe, pratique uma atividade que gosta e se desligue dos problemas. Você não está perdendo tempo, porque quando voltar ao trabalho estará mais tranquilo. Tudo vai começar a fluir melhor e com mais rapidez.

MELHORA A CAPACIDADE DE JULGAMENTO E DECISÃO: tomar decisões é muito importante em nossas vidas; através delas conseguimos ou não tudo o que queremos. Quando a nossa mente está saturada, é impossível ver as coisas claramente para poder analisar todas as opções possíveis e nos sentirmos satisfeitos com o resultado da nossa decisão.

RELACIONAMENTOS MAIS POSITIVOS: Com a rotina agitada, muitas vezes sobra menos tempo que gostaríamos para estar em família e com amigos. Dessa maneira, as férias se mostram como uma ótima oportunidade para fortalecer esses laços e desfrutar de tempo de qualidade com os entes queridos.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE: Uma pessoa que está estressada e esgotada, dificilmente conseguirá ser produtiva, mesmo que seja a primeira a chegar e a última a sair do trabalho. O descanso é uma necessidade humana, quando ele acontece de maneira satisfatória o indivíduo se torna muito mais produtivo.

REDUZ O ESTRESSE E A ANSIEDADE: um bom descanso diminui o estresse. Quando você está estressado o cortisol aumenta, e isso traz consequências para o seu corpo, especialmente se estes níveis elevados se tornarem crônicos. Dores de cabeça, diminuição da imunidade, problemas digestivos e fadiga permanente são alguns deles.

O DESCANSO NOS DEIXA MAIS FELIZES: quando os padrões de pensamentos negativos desaparecem da nossa mente, ela libera endorfinas, o conhecido hormônio da felicidade. Graças a isso, podemos apreciar o que acontece ao nosso redor e nos sentimos em equilíbrio, em um estado de paz e tranquilidade.

MELHORA A SAÚDE: Corpo e mente estão intimamente conectados. Estresse, ansiedade e outros problemas que podem surgir através da falta de descanso do trabalho são capazes de gerar transtornos físicos. Por essa razão, tirar férias contribui para a melhora da saúde, porque permite que o corpo e a mente entrem em equilíbrio.

5 DICAS DE COMO DESFRUTAR DAS FÉRIAS DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL

Agora que já conhece todos os benefícios de tirar férias, confira dicas que te ajudarão a desfrutar desse período da melhor maneira possível.

1 – UTILIZE OS PRIMEIROS DIAS PARA RESOLVER QUESTÕES BUROCRÁTICAS

Por mais que a prioridade das férias seja descansar, é fato que todos têm questões burocráticas da vida para resolver. Pode ser fazer um checkup, ir até o banco falar com o gerente, se preparar para uma viagem e assim por diante. Fazer isso no começo é necessário para que depois possa relaxar por completo, sem preocupações.

2 – PLANEJE COM ANTECEDÊNCIA OS PROGRAMAS QUE CONSIDERAR ESSENCIAIS

Se deseja fazer uma viagem ou ir a qualquer lugar que necessite de agendamento, faça isso com antecedência para evitar que algum imprevisto atrapalhe seus planos. Compre passagens, reserve a hospedagem e planeje-se para evitar frustrações durante o período que deve ser dedicado ao seu bem-estar.

3 – DESCONECTE O E-MAIL PROFISSIONAL DO SEU CELULAR

Se costuma acessar o seu e-mail profissional pelo celular, é importante que o desconecte para evitar se envolver com questões do trabalho durante as férias. Resolva tudo o que for necessário enquanto ainda estiver trabalhando e deixe um colega responsável por verificar a sua caixa de entrada e resolver alguma questão urgente. Lembre-se que tirará férias para descansar e que é merecedor disso.

4 – TIRE ALGUNS DIAS PARA VIVER SEM HORÁRIOS

Manter uma rotina é importante para conseguir dar conta de todos os afazeres. Contudo, durante as férias, você pode se dar ao luxo de viver alguns dias sem horários, acordando sem despertador, indo passear por aí sem destino. Isso irá te ajudar a relaxar e a entrar no clima das férias.

5 – VOLTE À ROTINA ANTES DE RETORNAR AO TRABALHO

O retorno das férias não precisa ser penoso, é possível se programar para ter um retorno tranquilo e sem estresse. Para isso, procure ir voltando à rotina aos poucos ao final do período de descanso. Comece acordando mais ou menos no mesmo horário que costuma para ir trabalhar, fazendo suas refeições nos mesmos horários, enfim, mantendo tudo organizado para voltar ao trabalho com calma.

Tirar férias ajuda a aliviar o estresse do trabalho e da vida cotidiana, assim, proporciona saúde, motivação, relacionamentos mais positivos, melhora do desempenho no trabalho e a possibilidade de enxergar as coisas através de novas perspectivas. Se você é autônomo, programe-se para tirar um tempo para descansar, ao retornar terá ainda mais ânimo e energia para ir em busca de todos os seus objetivos.

Você sabia que tirar férias era tão importante assim? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este conteúdo em suas redes sociais, levando a informação adiante!

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CLAUDIA BOSSI BIGARD

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DEPRESSÃO DE FIM DE ANO

 



DEPRESSÃO DE FIM DE ANO

Por que isso acontece?

As festividades de fim de ano geralmente representam uma época de diversão e celebração, mas para muitas pessoas isso nem sempre acontece.

Enquanto a depressão clínica pode acontecer em qualquer momento do ano, o estresse, a ansiedade e o estado depressivo atinge inúmeras pessoas nos meses de novembro e dezembro (e até janeiro), provocando uma sensação de solidão e vazio.

Porque nos sentimos deprimidos entre o Natal e o Ano Novo?

O professor e psicólogo da Universidade de Toronto Adam K. Anderson acredita que parte do problema é o bombardeio midiático durante o período de festas, destacando imagens e situações felizes e satisfeitas de forma exagerada, para não dizer forçada. “As pessoas podem começar a questionar a qualidade de seus próprios relacionamentos”, menciona o professor.

A exibição constante de momentos felizes dos outros pode servir como um lembrete doloroso da felicidade e de amor que está faltando em nossas próprias vidas.

Por esta razão, o mês de dezembro pode ser uma época particularmente difícil do ano para aqueles que lidam com conflitos familiares, perda, rompimento, divórcio, solidão e problemas de saúde mental.

Razões pontuais para a ocorrência da depressão de final de ano

Muito além da levianidade das comemorações e eventos em família estilo “comercial de margarina” que presenciamos tanto na mídia quanto nas redes sociais, outros fatores podem desencadear a depressão de forma mais assertiva, devendo ser identificada para controlarmos a reação emocional negativa.

Isolamento social

O isolamento social é um dos maiores preditores da depressão, especialmente durante as festas de final de ano.

Pessoas que estão sozinhas ou que têm sentimentos de desconexão muitas vezes evitam interações sociais nesta época. Infelizmente, tal afastamento muitas vezes agrava os sentimentos de solidão e os sintomas de depressão.

Esses indivíduos podem ver outras pessoas passando o tempo com a família ou divertindo-se com amigos, principalmente nos dias de hoje, com a exposição excessiva da vida alheia e se perguntam: “Por que não pode ser eu?” ou “Por que todo mundo é mais feliz do que eu?”.

Neste caso, a melhor solução é procurar interagir com outras pessoas, por mais difícil que isso possa parecer.

É preciso encarar a solidão assim como encaramos a sede: procuramos inverter o quadro com uma atitude contrária à situação.

Luto durante as festas de fim de ano

Para muitas pessoas, a época de festas de fim de ano são uma lembrança dolorosa do que um dia já foi. Isto é especialmente verdade para as pessoas que tenham sofrido uma perda significativa, como a morte de um cônjuge ou o término de um relacionamento. Para estes indivíduos, é importante gerenciar as expectativas.

Ao imaginar como este período irá se desdobrar após uma perda, é preciso incluir todos os altos e baixos em suas expectativas.

É recomendável participar de momentos reconfortantes como procurar distrações, caminhar ao ar livre, praticar algum hobby e se alimentar corretamente. Lembre-se que o luto não é motivo de vergonha!

Como lidar com a depressão durante as festividades

Para aqueles que sofreram alguma perda e sentem um enorme vazio nesta época do ano, é importante realizar algumas ações que aliviam a depressão, como:

  • Iniciar uma nova tradição. Planejar uma viagem em família ao invés de passar o feriado em casa.

  • Não se sinta obrigado a nada. Caso se sinta mal em algum evento ou situação, você tem todo o direito de ir embora.

  • Voluntariado. Organize uma ação para distribuir presentes à crianças carentes ou alimentos para ceia em comunidades pobres.

  • Entrar em contato com a natureza. Uma caminhada no parque ou na praia ajuda muitas pessoas a se sentirem melhor.

Buscando ajuda profissional de um psicólogo

Se apesar dos esforços você se encontra deprimido, ansioso ou com sintomas físicos como dificuldades para dormir, irritabilidade e aperto no peito, é preciso procurar ajuda profissional para reverter o quadro de depressão.

Procure ajuda profissional se você precisar dele. A ajuda de um psicólogo pode ser muito valioso para que seja possível superar de vez essa sensação tão angustiante que custa a passar, através da psicoterapia.

Não deixe que as festas de fim de ano sejam desagradáveis e traumáticas. Ao invés disso, procure prevenir a depressão ao reconhecer os gatilhos que disparam a tristeza nessa época do ano e contorne a situação de forma planejada e sistemática.

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COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO?

 


COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO?

Mais de 300 milhões de pessoas têm depressão no mundo. Apesar de ser uma doença crônica com tratamentos eficazes, menos da metade das pessoas afetadas têm acesso a opções terapêuticas. Em alguns países, menos de 10% das pessoas com depressão são tratadas efetivamente.

Ainda existe um estigma social relacionado aos transtornos mentais somados a outros problemas que dificultam o acesso aos tratamentos. Muitas pessoas nem sabem que estão doentes, por exemplo.

PANDEMIA DE COVID-19: UM AGRAVANTE PARA A INCIDÊNCIA DA DEPRESSÃO NO BRASIL

A situação de pandemia de covid-19 que vivemos no Brasil desde o início de 2020 faz com que as pessoas vivenciem situações de medo, luto, incerteza, falta de perspectiva, preocupações financeiras e solidão.

SINAIS E SINTOMAS DA DEPRESSÃO

A depressão é doença crônica e silenciosa. Geralmente, a pessoa está tão vulnerável que não é capaz de perceber que algo não vai bem. Diante disso, a procura por ajuda médica tende a não ocorrer ou, se acontece, é tardiamente, quando a doença já se agravou.

Por isso, é fundamental saber reconhecer os sinais e sintomas da depressão que aparecem na maior parte dos casos, como:

Sentimentos de tristeza e angústia na maior parte do tempo;

Perda de prazer em atividades que normalmente gostava de praticar. Pode ser algum tipo de hobby, como nadar, correr, dançar ou jogar videogame.

Essas alterações são sinais de alerta quando persistem por, no mínimo, duas semanas. No entanto, existem outras mudanças que podem não ser comuns a todas as pessoas com depressão, mas também são preocupantes. São elas:

  • Alteração repentina de peso sem motivo aparente;

  • Irritabilidade;

  • Frustração;

  • Baixa autoestima;

  • Ansiedade;

  • Falta de energia;

  • Cansaço contínuo;

  • Insônia ou sono em excesso;

  • Pensamentos negativos, como vontade de se machucar, morte e suicídio;

  • Movimentos: falas mais lentos ou acelerados.

É importante destacar que o fato de apresentar um ou mais dos sinais e sintomas listados, não significa, necessariamente, que a pessoa esteja com depressão. Somente um médico pode avaliar o caso, fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.

DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

Em um primeiro momento, pode ser difícil diferenciar tristeza e depressão. Realmente há semelhanças, porém existem características diferentes que não devem ser subestimadas.

Por exemplo, o luto é uma resposta totalmente natural a uma perda, enquanto a depressão é uma doença.

Quando as pessoas estão tristes, o sentimento não é persistente o tempo inteiro. Há uma alternância entre a tristeza e os outros sentimentos que fazem parte da vida do ser humano. Embora tristes, as pessoas ainda conseguem desfrutar de bons momentos e olhar para o futuro, praticar algum hobby e fazer planos.

Por outro lado, as pessoas com depressão se sentem tristes constantemente. Acham difícil aproveitar qualquer coisa ou ter uma visão otimista do futuro. Só conseguem ter pensamentos ruins e negativos.

TIPOS DE DEPRESSÃO

A depressão normalmente surge de forma gradual. Por isso, pode ser difícil perceber que algo está errado no início. Muitas pessoas tentam lidar com os sinais e sintomas, sem perceber que não é possível fazer isso sem ajuda. A doença pode ser classificada de acordo com a gravidade:

Depressão leve – promove algum impacto em seu dia a dia;

Depressão moderada – promove um impacto significativo em seu dia a dia;

Depressão severa – torna quase impossível enfrentar a rotina diária; algumas pessoas com depressão grave podem apresentar sintomas psicóticos, como alucinações.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO CORRETO DA DEPRESSÃO

Quanto antes a depressão for diagnosticada, mais chances a pessoa tem de recuperar a qualidade de vida e amenizar os sinais e sintomas, além de evitar fazer mal a si própria, como se machucar ou até tirar a própria vida. No entanto, uma das principais barreiras para ter um tratamento eficaz é o diagnóstico impreciso.

Não existe um exame capaz de confirmar a doença. O diagnóstico da depressão é feito pelo médico psiquiatra a partir de uma conversa sobre o histórico familiar, o momento atual vivido e alguns testes para avaliar o estado mental e, dai, indica um psicólogo para o acompanhamento, afim de contribuir com a melhora.

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Existem dois tipos de tratamento da depressão:

Medicamentos – o médico pode indicar um medicamento, que vai variar de acordo com o caso do paciente, baseado em algumas informações, tais como:

Tipo de depressão;

Histórico pessoal e familiar;

Presença de alguma doença crônica, com diabetes e hipertensão;

Características do medicamento;

Se já houve boa resposta a uma determinada classe de medicamentos já utilizada.

O medicamento não é necessariamente o mesmo durante todo o tratamento. Conforme a pessoa tiver necessidade, o médico pode trocar o medicamento ou associá-lo a outro.

Psicoterapia – a partir da recomendação médica, a pessoa com depressão deve se consultar com um psicólogo para lidar melhor com os diferentes sentimentos causados pela doença. Geralmente as consultas são semanais, mas se houver necessidade podem ter mais encontros.

A psicoterapia em conjunto com os medicamentos adequados mantém a doença controlada e permite que, aos poucos, a pessoa recupere a sua qualidade de vida.

CUIDADOS PARA A SAÚDE MENTAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Além dos cuidados profissionais, existem algumas ações do dia a dia que podem ajudar no processo de lidar com a pandemia e com o distanciamento social.

Limite o tempo ligado nas notícias – é importante estar informado, mas o acúmulo de informações pode ser um gatilho negativo. Estipule quanto tempo do seu dia você pode dedicar ao consumo de notícias, e, se necessário, reduza. Não se esqueça de buscar fontes oficiais para evitar notícias falsas.

Evite álcool e tabaco como escape do estresse – além de não resolverem problemas emocionais, se tornam vícios e, a longo prazo, causam muito malefícios à saúde física e mental. Beba com moderação e não fume.

Não preencha seus dias apenas com atividades obrigatórias – libere um tempo na sua agenda para ler um livro, assistir a um filme, aprender uma habilidade nova, ouvir uma música, cozinhar com tranquilidade ou o que preferir. Faça algo por você mesmo!

Faça exercícios físicos – além de ajudar a prevenir doenças crônicas como as cardiovasculares, diabetes e obesidade, a prática de exercícios libera endorfina, um hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Existem diversos bons profissionais de educação física que podem instruir você a se exercitar dentro de casa. Fazer aulas de dança ou yôga online também é uma opção.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

CLAUDIA BOSSI BIGARD

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VAMOS FALAR SOBRE ANSIEDADE



VAMOS FALAR SOBRE ANSIEDADE


É perceptível que esse é um dos transtornos mais comentados atualmente e que afeta grande parte da sociedade. Mas afinal o que é a Ansiedade? De um modo bem simples, podemos defini-la como uma reação do corpo diante de uma situação que representa perigo, que leva o sujeito a um estado desagradável de agitação interior. De uma certa forma todas as pessoas sofrem de ansiedade, porém em escalas diferentes.


A ANSIEDADE NORMAL VS PATOLÓGICA

Existem dois tipos de ansiedade, a normal e a patológica. A ansiedade normal se trata de como o sujeito vai reagir diante de situações simples do cotidiano, como, por exemplo, às vésperas de uma prova, antes de uma entrevista de emprego, uma viagem desejada ou o encontro com uma pessoa querida, onde o mesmo sente um “friozinho na barriga”, sem trazer prejuízos para a saúde psíquica.


Já na ansiedade patológica, que é considerada como um transtorno, o sujeito entra em um estado de desordem mental que por consequência lhe traz prejuízos em sua vida. Este acaba por não conseguir realizar atividades simples do seu cotidiano, passa a ter comportamentos prejudiciais, está sempre em “estado de alerta”, sentindo com frequência que algo ruim está prestes a acontecer, muitas vezes sem nenhum motivo aparente.


Um modo de diferenciar a Ansiedade normal da patológica é verificar se a resposta ansiosa é de curta duração, se está relacionada a algo que está acontecendo no momento e, principalmente, se traz prejuízos para a vida do sujeito.


Quando a ansiedade impede que a pessoa realize atividades importantes de sua vida como trabalhar, estudar, se relacionar com as pessoas, viajar, etc., aí sim é considerada como ansiedade patológica e precisa de tratamento.


Sintomas físicos intensos também surgem durante as crises de ansiedade, como:

Formigamento na pele,

Sudorese,

Alterações no sistema digestivo,

Insônia,

Dores de cabeça,

Taquicardia,

Visão escurecida,

Dor no peito,

Desmaios, e

Falta de ar.


Tudo isso são respostas do organismo para evitar o enfrentamento de tal situação ameaçadora. Os sintomas de ansiedade também podem indicar a existência de outros transtornos psíquicos como transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e fobias, etc.


Existem diversos tipos de transtornos de ansiedade. Abaixo, no entanto, citaremos alguns mais conhecidos.


TIPOS DE ANSIEDADE PATOLÓGICA

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): pessoas com TAG apresentam preocupação excessiva, medo, sentimentos exagerados, estão sempre tensas e podem ter comportamentos irracionais quando estão diante de uma situação que pode representar perigo, sendo ela real ou não. Também há uma preocupação com o julgamento de outras pessoas a respeito de si.


Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): geralmente esse tipo de transtorno surge após alguma experiência traumática que pode causar grande impacto na vida do sujeito. Quem tem esse transtorno de ansiedade apresenta alterações em seu comportamento quando está diante daquele evento que o ameaça. É comum sintomas como agitação, alterações no sono, pensamentos obsessivos, prejuízos para realizar atividades e a pessoa evita falar sobre o assunto que aconteceu por ser muito doloroso.


Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e excessivos, que levam a compulsões, ou seja, a comportamentos repetitivos. Pessoas com esse transtorno costumam ter medo de germes que leva a uma compulsão por limpeza e também um excesso de organização. Caso algo não esteja conforme a expectativa, a pessoa tende a se sentir perturbada.


Fobias específicas: são definidas por um medo excessivo de estar diante de um objeto ou situação. Existem diversos tipos de fobias como: fobia de ambientes fechados, escuridão, aranha, animais, elevador, sangue, palhaço, etc. Quando o sujeito está diante da situação ou objeto a pessoa pode ter uma reação excessiva, repulsa e descontrole emocional que a leva a fuga.


TRATAMENTO

A tomada de pequenas ações no dia a dia podem levar ao alívio dos sintomas. Por exemplo, práticas como a meditação, yôga, atividades físicas, alimentação equilibrada, redução da carga horária de trabalho, fazer atividades que trazem a sensação de bem-estar, pensamentos positivos e estar perto de pessoas que amamos.


Porém a principal forma é iniciar a Psicoterapia, pois através dela será possível entender quais são os gatilhos emocionais, ou seja, quais são as causas psíquicas que levam o sujeito a ter as crises de ansiedade. É necessário entender qual é a origem da raiz do problema para assim iniciar o tratamento adequado a fim de proporcionar mais equilíbrio para a vida do sujeito.


É importante reiterar que nem todas as pessoas conseguem uma melhora apenas com mudança de hábitos e que a ansiedade, independente do tipo, precisa ser tratada, evitando assim que o quadro se agrave e que haja prejuízos tanto na vida pessoal, quanto na profissional do sujeito.


O processo de autoconhecimento é indispensável pois através deste, é possível analisar o histórico de sua vida e entender o que pode estar causando os pensamentos ansiosos. Esse processo precisa ser feito junto com um profissional de psicologia que é capacitado para ajudar com esse direcionamento.


COMO A PSICOTERAPIA PODE AJUDAR NO TRATAMENTO DA ANSIEDADE?

Os psicoterapeutas acreditam que a Ansiedade é um sintoma de algum ponto de angústia, um sinal de algo que está causando sofrimento ao sujeito. Sendo assim, o tratamento se baseia na identificação da raiz do problema, e busca trazer esse conteúdo à tona para que haja alívio. Vale ressaltar que a psicanálise foca no estudo do inconsciente onde acredita-se que estejam armazenados a maior parte dos nossos comportamentos e atitudes.


O autoconhecimento é a chave do processo, o foco é direcionado em conteúdos inconscientes com o objetivo de trazê-los para o campo da consciência como forma de tratamento. Durante o tratamento o psicólogo não faz nenhum direcionamento, deixando que a pessoa fale o que lhe vier à tona durante as sessões através da associação livre. Esta é interessante para entender a causa raiz dos pensamentos ansiosos.


Se você se identificou com os sintomas descritos, não tenha vergonha ou medo de pedir ajuda e estou à disposição para te escutar. Lembre-se, sua saúde mental é tão importante quanto a saúde física.


SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772

Arte by @ALSGrow

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Referências:

Peregrino, Antonio. “Ansiedade normal e patológica.” J. bras. psiquiatr (1996): 129-134.

Castillo, Ana Regina GL, et al. “Transtornos de ansiedade.” Brazilian Journal of Psychiatry 22 (2000): 20-23.

Petribú, Kátia. “Comorbidade no transtorno obsessivo-compulsivo.” Brazilian Journal of Psychiatry 23 (2001): 17-20.



COMO SER UMA BOA MÃE



COMO SER UMA BOA MÃE

Não existe manual, receita, formulário que ensina a ser boa mãe

O que é ser uma boa mãe? Existe diferença entre ser mãe e estar grávida?

Uma paciente perguntou a Freud: “Como posso ser uma boa mãe?” e Freud respondeu: “seja a menos pior possível”

Ser mãe é uma dádiva, um sonho e uma realização para muitas mulheres. Porém, dar à luz a um filho e estar grávida são dois aspectos diferentes e distintos. A gravidez não implica necessariamente o desejo de ter um filho.

A gravidez expressa a feminilidade e a sexualidade. Sendo que a feminilidade seduz e atrai a atenção. Geralmente a mulher manifesta um sentimento de plenitude.

Contudo, conceber e educar um filho representam situações e satisfações diferentes. Durante a gestação, a relação “mãe-filho” é fusional e não existe distinção entre ela e o outro.

No momento do parto, o bebê torna-se distinto da Mãe, e esta, por sua vez, passará por um processo de separação e renúncia vivenciados por múltiplos sentimentos contraditórios.

Vários fatores influenciarão nas suas emoções: O sexo da criança, o lugar que ela ocupa entre os irmãos, a idade da mãe e sua personalidade. Contudo, será sua organização psíquica, assim como sua própria história familiar e emocional que definirão uma boa e satisfatória interação.

No primeiro ano de vida, é a personalidade da mãe que dominará a relação. Sua simples presença, o fato apenas de existir, serve de estímulo para o bebê. Toda ação, consciente ou inconsciente, por mais insignificante que seja, terá consequência na reação da criança pois, esse reage por impulso instintivo.

O "moi", ou seja, a estrutura psíquica da criança se forma nos primeiros 12 (doze) anos de vida a partir das experiências vividas, e por consequência influenciará no desenvolvimento da sua personalidade em vários aspectos.

A relação “mãe-filho” envolve dois indivíduos totalmente dissemelhantes, e aquilo que pode satisfazer a mãe é completamente diferente daquilo que poderia satisfazer a criança. Por exemplo, o ato de amamentar é para criança um momento de extremo prazer, mas será que é tão prazeroso para a mãe? É então, fundamental, no que se refere uma relação objetal normal, que seja satisfatória para ambas.

Havendo distúrbio psicológico maternal, a relação será inapropriada e insatisfatória e as consequências serão patógenas para a criança. Nesse caso, a personalidade da mãe agirá como um agente provocador de distúrbio na criança, como uma toxina psicológica.

Manifestações maternais como:

  • Rejeição;

  • Solicitude excessiva;

  • Hostilidade disfarçada em ansiedade;

  • Oscilação entre carinho e hostilidade;

  • Mudanças de humor periódica;

São atitudes que provocam desordens psicológicas na criança.

Hoje em dia, a internet oferece uma variedade de blogs ensinando as mulheres a serem "boas-mães".

Assistimos " psicoterapeutas" e " coachs" preparando potinhos Gourmet. Outros blogs apresentam fotos de famílias felizes e perfeitas, incluindo a exibição de seus filhos bem-vestidos ou sem vestimentas.

O comércio Educacional se compara a uma receita de bolo e as crianças se resumem a meros ingredientes.

Crianças sendo usadas como fonte de exibicionismo e narcisismo parentais, deixando de ser objeto de amor.

São blogs vendendo ilusão, o sonho americano, mais parecido a um zoológico infantil, chegando no risco de abrir possibilidades de condutas criminosas contra as crianças.

A verdade é que inexiste manual, formulário ou receita de aprendizagem de "boa-mãe".

Ser mãe é um trabalho árduo e exaustivo que implica amor, carinho, respeito e dedicação.

Provavelmente, se tornar uma "melhor-mãe", exija um trabalho introspectivo, um maior grau de autoconhecimento, uma conscientização dos verdadeiros desejos, da própria história de vida e do seu próprio ser.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772


Arte by @ALSGrow

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A ESCOLA E A SAÚDE MENTAL - DEPRESSÃO

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