COMO SER UMA BOA MÃE



COMO SER UMA BOA MÃE

Não existe manual, receita, formulário que ensina a ser boa mãe

O que é ser uma boa mãe? Existe diferença entre ser mãe e estar grávida?

Uma paciente perguntou a Freud: “Como posso ser uma boa mãe?” e Freud respondeu: “seja a menos pior possível”

Ser mãe é uma dádiva, um sonho e uma realização para muitas mulheres. Porém, dar à luz a um filho e estar grávida são dois aspectos diferentes e distintos. A gravidez não implica necessariamente o desejo de ter um filho.

A gravidez expressa a feminilidade e a sexualidade. Sendo que a feminilidade seduz e atrai a atenção. Geralmente a mulher manifesta um sentimento de plenitude.

Contudo, conceber e educar um filho representam situações e satisfações diferentes. Durante a gestação, a relação “mãe-filho” é fusional e não existe distinção entre ela e o outro.

No momento do parto, o bebê torna-se distinto da Mãe, e esta, por sua vez, passará por um processo de separação e renúncia vivenciados por múltiplos sentimentos contraditórios.

Vários fatores influenciarão nas suas emoções: O sexo da criança, o lugar que ela ocupa entre os irmãos, a idade da mãe e sua personalidade. Contudo, será sua organização psíquica, assim como sua própria história familiar e emocional que definirão uma boa e satisfatória interação.

No primeiro ano de vida, é a personalidade da mãe que dominará a relação. Sua simples presença, o fato apenas de existir, serve de estímulo para o bebê. Toda ação, consciente ou inconsciente, por mais insignificante que seja, terá consequência na reação da criança pois, esse reage por impulso instintivo.

O "moi", ou seja, a estrutura psíquica da criança se forma nos primeiros 12 (doze) anos de vida a partir das experiências vividas, e por consequência influenciará no desenvolvimento da sua personalidade em vários aspectos.

A relação “mãe-filho” envolve dois indivíduos totalmente dissemelhantes, e aquilo que pode satisfazer a mãe é completamente diferente daquilo que poderia satisfazer a criança. Por exemplo, o ato de amamentar é para criança um momento de extremo prazer, mas será que é tão prazeroso para a mãe? É então, fundamental, no que se refere uma relação objetal normal, que seja satisfatória para ambas.

Havendo distúrbio psicológico maternal, a relação será inapropriada e insatisfatória e as consequências serão patógenas para a criança. Nesse caso, a personalidade da mãe agirá como um agente provocador de distúrbio na criança, como uma toxina psicológica.

Manifestações maternais como:

  • Rejeição;

  • Solicitude excessiva;

  • Hostilidade disfarçada em ansiedade;

  • Oscilação entre carinho e hostilidade;

  • Mudanças de humor periódica;

São atitudes que provocam desordens psicológicas na criança.

Hoje em dia, a internet oferece uma variedade de blogs ensinando as mulheres a serem "boas-mães".

Assistimos " psicoterapeutas" e " coachs" preparando potinhos Gourmet. Outros blogs apresentam fotos de famílias felizes e perfeitas, incluindo a exibição de seus filhos bem-vestidos ou sem vestimentas.

O comércio Educacional se compara a uma receita de bolo e as crianças se resumem a meros ingredientes.

Crianças sendo usadas como fonte de exibicionismo e narcisismo parentais, deixando de ser objeto de amor.

São blogs vendendo ilusão, o sonho americano, mais parecido a um zoológico infantil, chegando no risco de abrir possibilidades de condutas criminosas contra as crianças.

A verdade é que inexiste manual, formulário ou receita de aprendizagem de "boa-mãe".

Ser mãe é um trabalho árduo e exaustivo que implica amor, carinho, respeito e dedicação.

Provavelmente, se tornar uma "melhor-mãe", exija um trabalho introspectivo, um maior grau de autoconhecimento, uma conscientização dos verdadeiros desejos, da própria história de vida e do seu próprio ser.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772


Arte by @ALSGrow

#psicologia #psiquiatria #psicooncologia #psicologiaclínica #ansiedade #depressão #saúdemental #insistente #crítico #controle #esquivo #inquieto #vigilancia #vítima #racional #timidez #perdão #palavra #poderdapalavra #sorria #autoestima #autoconfiança





Nenhum comentário:

Postar um comentário

A ESCOLA E A SAÚDE MENTAL - DEPRESSÃO

DEPRESSÃO O que é? Hoje utilizamos informalmente a palavra “depressão” para caracterizar um sentimento de tristeza. No entanto, na literatur...