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COMO SER UMA BOA MÃE



COMO SER UMA BOA MÃE

Não existe manual, receita, formulário que ensina a ser boa mãe

O que é ser uma boa mãe? Existe diferença entre ser mãe e estar grávida?

Uma paciente perguntou a Freud: “Como posso ser uma boa mãe?” e Freud respondeu: “seja a menos pior possível”

Ser mãe é uma dádiva, um sonho e uma realização para muitas mulheres. Porém, dar à luz a um filho e estar grávida são dois aspectos diferentes e distintos. A gravidez não implica necessariamente o desejo de ter um filho.

A gravidez expressa a feminilidade e a sexualidade. Sendo que a feminilidade seduz e atrai a atenção. Geralmente a mulher manifesta um sentimento de plenitude.

Contudo, conceber e educar um filho representam situações e satisfações diferentes. Durante a gestação, a relação “mãe-filho” é fusional e não existe distinção entre ela e o outro.

No momento do parto, o bebê torna-se distinto da Mãe, e esta, por sua vez, passará por um processo de separação e renúncia vivenciados por múltiplos sentimentos contraditórios.

Vários fatores influenciarão nas suas emoções: O sexo da criança, o lugar que ela ocupa entre os irmãos, a idade da mãe e sua personalidade. Contudo, será sua organização psíquica, assim como sua própria história familiar e emocional que definirão uma boa e satisfatória interação.

No primeiro ano de vida, é a personalidade da mãe que dominará a relação. Sua simples presença, o fato apenas de existir, serve de estímulo para o bebê. Toda ação, consciente ou inconsciente, por mais insignificante que seja, terá consequência na reação da criança pois, esse reage por impulso instintivo.

O "moi", ou seja, a estrutura psíquica da criança se forma nos primeiros 12 (doze) anos de vida a partir das experiências vividas, e por consequência influenciará no desenvolvimento da sua personalidade em vários aspectos.

A relação “mãe-filho” envolve dois indivíduos totalmente dissemelhantes, e aquilo que pode satisfazer a mãe é completamente diferente daquilo que poderia satisfazer a criança. Por exemplo, o ato de amamentar é para criança um momento de extremo prazer, mas será que é tão prazeroso para a mãe? É então, fundamental, no que se refere uma relação objetal normal, que seja satisfatória para ambas.

Havendo distúrbio psicológico maternal, a relação será inapropriada e insatisfatória e as consequências serão patógenas para a criança. Nesse caso, a personalidade da mãe agirá como um agente provocador de distúrbio na criança, como uma toxina psicológica.

Manifestações maternais como:

  • Rejeição;

  • Solicitude excessiva;

  • Hostilidade disfarçada em ansiedade;

  • Oscilação entre carinho e hostilidade;

  • Mudanças de humor periódica;

São atitudes que provocam desordens psicológicas na criança.

Hoje em dia, a internet oferece uma variedade de blogs ensinando as mulheres a serem "boas-mães".

Assistimos " psicoterapeutas" e " coachs" preparando potinhos Gourmet. Outros blogs apresentam fotos de famílias felizes e perfeitas, incluindo a exibição de seus filhos bem-vestidos ou sem vestimentas.

O comércio Educacional se compara a uma receita de bolo e as crianças se resumem a meros ingredientes.

Crianças sendo usadas como fonte de exibicionismo e narcisismo parentais, deixando de ser objeto de amor.

São blogs vendendo ilusão, o sonho americano, mais parecido a um zoológico infantil, chegando no risco de abrir possibilidades de condutas criminosas contra as crianças.

A verdade é que inexiste manual, formulário ou receita de aprendizagem de "boa-mãe".

Ser mãe é um trabalho árduo e exaustivo que implica amor, carinho, respeito e dedicação.

Provavelmente, se tornar uma "melhor-mãe", exija um trabalho introspectivo, um maior grau de autoconhecimento, uma conscientização dos verdadeiros desejos, da própria história de vida e do seu próprio ser.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772


Arte by @ALSGrow

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DICAS PODEROSAS PARA ELEVAR A SUA AUTOESTIMA

 


DICAS PODEROSAS PARA ELEVAR A SUA AUTOESTIMA

Autoestima é a forma como nos enxergamos por dentro e como essa percepção afeta na projeção que fazemos de nós mesmos por fora, podendo ser tanto positiva quanto negativa, e está diretamente ligada às crenças que carregamos, aos pensamentos que criamos, aos sentimentos que estes nos causam e, consequentemente, nas ações e decisões que tomamos ao longo da vida.

COMO A AUTOESTIMA INTERFERE NA VIDA PESSOAL E SOCIAL

Quando pensamos em conquistar uma carreira de sucesso por exemplo, sabemos que a autoestima desempenha um papel fundamental na hora de tomar boas decisões, no jeito de falar e agir durante uma entrevista de emprego, na forma de liderar uma equipe ou algum projeto e ser um profissional qualificado; com confiança, capacitação, iniciativa e o principal que engloba tudo isso: autoestima.

A baixa autoestima é identificada por pensamentos negativos como: “eu não consigo”, “as outras pessoas são melhores do que eu”, “não sou bom/boa o suficiente”, entre outras crenças que surgiram de experiências negativas vividas no passado ou até na infância, e que na vida adulta causam o sentimento de insatisfação e derrota.

A falta de cuidado com a autoestima pode levar o indivíduo a fazer escolhas ruins para sua vida, não conseguir manter relações sociais, cair em relacionamentos não saudáveis por insegurança e procrastinar ações para atingir metas profissionais, reproduzindo um ciclo vicioso que traz a sensação de insuficiência, inferioridade e até depressão.

A autoestima saudável, além de fazer bem para a nossa autoconfiança e bem-estar, também afeta positivamente o lado físico ao criar-se um ambiente favorável à saúde da mente, coração e até do sistema imunológico.

E ter muita autoestima é ruim? Se for em excesso, sim. A autoestima extremamente elevada pode dificultar as relações sociais, por isso é tão importante manter o equilíbrio entre os dois extremos para manter uma vida tranquila e satisfatória tanto na área pessoal quanto profissional e para isso, separamos essas 10 dicas para uma autoestima elevada e uma vida leve.


1 - SE RECONHEÇA


Primeiramente, reconheça seus próprios limites. A autoestima é trabalhada através do autoconhecimento e saber quais são suas virtudes, como aproveitá-las e saber quais aspectos você deve melhorar é essencial para o seu desenvolvimento pessoal. Descubra mais sobre você mesmo a partir de experiências novas, arrisque-se mais e faça algo novo por você todos os dias!

2 - AUTOCUIDADO



Cuide do seu intelecto e da sua condição física. Reserve um tempo para aprender coisas novas, meditar, ler um livro diferente, aprender um novo idioma e fazer o que você gosta. Cuide também da sua saúde física, alimente-se bem e procure fazer atividades que estejam relacionadas ao seu estilo de vida, no seu próprio ritmo. Uma mente tranquila e um corpo saudável resultam numa vida mais feliz.

3 - FILTRE OS PENSAMENTOS



Procure manter-se positivo, reconheça suas conquistas diárias e dê uma recompensa a si mesmo por objetivo alcançado. Tome cuidado com o “looping” de pensamentos (aqueles pensamentos negativos que aparecem sem parar) e ao deparar-se com eles, pare por um instante, respire, reflita sobre esse pensamento e perceba que ele não exerce controle sobre você pois o poder que os nossos pensamentos tanto positivos quanto negativos têm, é o que damos a eles.

4 - MANTENHA-SE ORGANIZADO



Ao listar suas metas, desejos e objetivos, você está tirando aquela ideia da cabeça e está passando para algo físico. Estipule um prazo para a realização de cada uma das metas e classifique-as de acordo com o que pode ser feito de imediato, por exemplo: metas que necessitam de um prazo menor (meses ou dias) e as metas que precisam de mais tempo para serem concluídas (anos).

5 – SEJA SELETIVO


Há lugares, situações ou atividades que podem nos fazer mal. Procure evitar estar em contato com coisas ou pessoas de um determinado ambiente que não te trazem o sentimento de tranquilidade interna e procure relacionar-se com pessoas que reconheçam suas virtudes, que compartilham dos mesmos interesses que os seus e que podem contribuir para o desenvolvendo do seu autoconhecimento.

6 – VALORIZE O QUE VOCÊ JÁ TEM



Reflita sobre todas as coisas boas que você tem! Reserve um tempo da sua rotina diária para olhar-se no espelho e focar em todas as características positivas existentes em você como pessoa, fazendo elogios a si mesmo e valorizando os aspectos positivos da sua personalidade e liste suas conquistas pessoais, mesmo que sejam coisas simples do dia a dia. Depois, faça o mesmo com seus atributos físicos: busque algo de que goste e elogie essa característica sem julgamentos. Esse exercício diário é desafiador e fará uma grande diferença na sua autoestima!

Criar e manter uma boa relação consigo mesmo é um trabalho diário e desafiador que reflete positivamente em todas as outras áreas da nossa vida, por isso é importante que, antes de qualquer pessoa, seu bem-estar seja sempre valorizado.

7 – DESENVOLVA O SEU AUTOCONHECIMENTO



Ninguém ama o desconhecido. Ninguém consegue lidar com aquilo que não conhece. Como amar a si mesma sem ao menos conhecer a sua própria essência? Impossível! Por isso, busque descobrir quem você é. Reconheça suas qualidades, seus valores, sua missão, e até mesmo, seus pontos de melhoria.

Reconheça-se como alguém que possui potencial para expandir os horizontes, ampliar as habilidades, compartilhar coisas boas com quem está ao redor. Desenvolver o autoconhecimento é o primeiro passo para ter uma relação de amor duradoura com alguém muito especial: VOCÊ MESMA!

8 - TRABALHE A SUA AUTOCONFIANÇA


Quando você não confia em si mesmo, com certeza tem a autoestima verdadeiramente comprometida. Além disso, essa falta de autoconfiança dificulta o desenvolvimento de uma relação saudável consigo mesmo, interferindo, de forma negativa, em seu crescimento e no alcance de seus objetivos pessoais e também profissionais.

A partir do momento que você se conhecer com profundidade, você será mais autoconfiante, pois saberá lidar melhor com o seu próprio eu, ou seja, passará a reconhecer o seu próprio valor e cada vez mais vai valorizar quem você é, orgulhando-se sempre da pessoa que tem se tornado com o passar dos anos.

9 – HONRE E RESPEITE A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA



Você viveu momentos que te causaram dor. E essa dor pode ter gerado em você uma crença limitante. Não podemos mudar o passado, mas podemos dar a ele significados que podem tornar o nosso presente melhor. Honrar e respeitar a sua história é dar a estes momentos de dor vividos no passado um novo significado, extraindo as melhores lições dessas situações e aproveitando também os momentos de alegria, para tornar a vida mais leve e tranquila.

10 - CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM



Construir relações saudáveis é outra excelente forma de potencializar ainda mais a sua autoestima. Isso porque as pessoas que nos querem bem geralmente são as que recorremos quando precisamos de colo. São elas que vão te lembrar a mulher poderosa que você é, mesmo quando você estiver com dificuldades ou não estiver conseguindo se lembrar.

Assim, tenha sempre por perto seus amigos, familiares, parceiro (a), entre outras pessoas com as quais você sabe que pode contar, não só nos momentos de dificuldades, mas também para celebrar a alegria e felicidade de terem uns aos outros.

Agora é com você! Após ler essas dicas, que tal colocá-las em prática e compartilhar sua experiência com a gente?

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard
Psicologia Clínica
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Rua Tomás Gonzaga, 802 · Sala 202 - Lourdes - BH/MG - (31) 9 9408-2772

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O PODER DAS PALAVRAS


 

Você já parou para pensar no impacto que as palavras têm em nossas vidas?

Nossas palavras têm o poder de criar e o poder de destruir. O melhor exemplo disso é uma amizade ou uma relação, que começa com conversas e, por qualquer palavra que possamos dizer fora do lugar, pode acabar.

As palavras são reflexo dos pensamentos e sentimentos e têm um poder enorme, tanto para agradar quanto para ferir as outras pessoas. Na maior parte das vezes, não medimos realmente o impacto que uma palavra pode ter.

Dizemos coisas sem pensar, não percebemos o que dizemos e muito menos as consequências geradas a partir de uma palavra ou expressão negativas. Com as palavras, podemos ferir e ofender os outros, afetando assim, os relacionamentos, o bem-estar e convivência.

Pare um pouco, pense antes de falar!

As discussões nas quais estamos alterados, costumam ser os momentos em que se dizem mais palavras equivocadas. Por quê? Pela emoção negativa, pela raiva. Então não é só “o que” se diz, mas “como” se diz.

Não se trata de reprimir os sentimentos nem deixar de expressar as opiniões. Tudo pode ser dito com respeito, sempre de forma amável, amigável e tranquila. O que determina que uma crítica seja construtiva ou destrutiva é a maneira como ela é dita.

O tom da voz, as palavras utilizadas e os gestos que as acompanham são determinantes para que uma mensagem seja bem recebida… do contrário, ela pode se tornar uma faca afiada.

Por exemplo, quando uma pessoa está muito alterada, não é conveniente conversar. Neste caso, o silêncio é melhor maneira de controlar a situação.

Ao corrigir os filhos, ao expressar sua opinião à esposa ou ao marido, ao pedir esclarecimento a um colega de trabalho, chefe ou funcionário, ou a pedestres no trânsito, ao fazer uma reclamação em uma loja ou restaurante… O poder das palavras é colocado à prova em muitas ocasiões.

👉 “A boca fala daquilo de que o coração está cheio”, por isso é preciso controlar as emoções com a razão. Respirar fundo muitas vezes resolve. Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você: este é um princípio de vida.

👉 As palavras têm poder no inconsciente e podem acabar se tornando realidade. Por isso, livre-se de palavras negativas e ocupe sua mente com pensamentos bons, positivos, pois eles proporcionam um estado mental tranquilo, que ajuda a diminuir a raiva, a depressão, o mau humor e a irritabilidade.

As palavras têm poder, cada som, cada sílaba, cada letra é uma vibração que ao falar estamos soltando livremente no ar…

Pense nisso: 

Nossa vida toma a atitude das palavras que dizemos, e é por isso que pensar antes de falar tem muito sentido e evita muitas situações complicadas.

Que tal exercer o poder das palavras na sua vida”!

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!


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SUICÍDIO

 


 SUICÍDIO

O mundo atual se apresenta cada dia mais desumanizado. Os seres humanos são considerados cada dia menos como seres individualizados. A máquina opressora social (escolas, pequenas ou grandes empresas) exigem resultados. Pouco respeitam a vida privada e pouco se importam com os valores pessoais.

Assim, nos calamos e mostrarmos o melhor de nos mesmos. Encobrirmos nossas dores, banalizamos nossos sofrimentos, escondemos nossos sentimentos e vivemos no silêncio turbulento de nossos afetos. 

Mas quanto tempo podemos driblar com a dor moral, que invade pouco a pouco o nosso sistema psíquico, chegando ao ponto de deteriorar nosso contato com a afetividade interna ao rompimento do Instinto de sobrevivência?

Costumamos pensar que o suicídio só é possível em pessoas com doenças psiquiatras, como por exemplo a esquizofrenia.

SUICÍDIO NÃO É SINÔNIMO DE DEPRESSÃO E NEM DE DOENÇA MENTAL.

De acordo com as estatísticas, apenas de um terço a um quarto dos suicídios correspondem as condições psiquiátricas. Na verdade, a maioria das tentativas de suicídio são provocadas por indivíduos aparentemente ilesos de qualquer problema psicológico ou de uma afecção psiquiátrica caracterizada. Portando, é bem provável que essas pessoas estejam passando por um período depressivo dificilmente identificado, variável de um dia para o outro e voluntariamente ocultado.

A história de cada um é individual porém, as experiências de alegrias, tristezas e frustrações são semelhantes para todos. Situações de ruptura brutal como, a morte de um ente querido, divórcio, fracasso escolar, perda de emprego, assédio, etc., são inerentes à vida humana. Esses fatores são predisponentes ao surgimento de doenças e precipitadores de comportamento auto agressivos. O risco é ainda maior para as pessoas que já cometeram uma tentativa de suicídio anteriormente ou quando existe antecedentes familiares de suicídio.

Embora o ato suicidário seja muitas vezes imprevisível podemos notar pequenos sinais. Tristeza excessiva, agitação, ansiedade, raiva, sentimento de culpa, desânimo, falta de propósito na vida, pensamentos obsessivos de negatividade, sentimento de solidão, isolamento social, desapego e ameaças de suicídio. Infelizmente estes sentimentos não são bem-vistos perante a sociedade e por medo ou preconceito, a pessoa vai tentar dissimulá-los tornando-os assim mais difícil de detectar o perigo.

A tentativa de suicídio não é um ato de coragem nem muito menos de fraqueza ou covardia. É um ato de desespero, de dor moral intensa, de sofrimento profundo, cujo sujeito, muitas vezes não tem consciência da origem. Na maioria dos casos, a morte, propriamente dita, não é o objetivo mas, colocar um fim ao sofrimento que se revelou insuportável.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa comete suicídio a cada 4 segundos no mundo. Esse fenômeno atinge homens, mulheres, jovens de qualquer classe social, idade e orientação sexual. Nos deparamos com um número exorbitante e ainda assim, continuamos a fechar os olhos ao sofrimento alheio. Continuamos a ter preconceito, julgamentos e falsas crenças que pessoas sem depressão não tentam suicídio ou, quem vai cometer não fala sobre o assunto.

As estradas da vida se diferem mas, ela se dividem em um mesmo espaço. Muitas vezes os caminhos da vida se apresentam tortuosos e mesmo assim deveremos enfrentá-los. Ao longo das nossas caminhadas, nossas mentes experimentarão uma grande variabilidade de emoções. Os sinais estarão presentes mas quem estará lá para detectá-los e escutá-los?

Fala, conversa, peça ajuda, se possível para um profissional. Saia do Silêncio ensurdecedor. Escutar a si mesmo e ao outro é uma honra.

Tudo aquilo que não é dito poderá um dia se exteriorizar de maneira imprevisível, inesperada e as vezes de forma Irreversível.


Por Claudia Bossi Bigard – Belo Horizonte, abril de 2021






MITOS SOBRE PERDOAR

 



MITOS SOBRE PERDOAR

O perdão é uma arma poderosa que permite viver em paz com os outros e, acima de tudo, em paz consigo mesmo. No entanto, muitas pessoas não entendem o poder libertador do perdão. Mas, o perdão pode ser uma faca de dois gumes.

Na verdade, é uma forma comum de manipulação usada para fazer com que outras pessoas façam o que queremos. Portanto, é importante compreender bem o perdão e aprender a estabelecer limites para se proteger contra o abuso de outras pessoas.

Além disso, nossa cultura impõe certas formas de comportamento que seguimos mecanicamente, muitas vezes sem perceber o que estamos fazendo ou por que o fazemos. Simplesmente reagimos como devemos, sem pensar em outras opções, alimentando e reforçando aqueles estereótipos de que tanto odiamos.

A seguir, veremos os mitos e equívocos mais difundidos sobre o perdão. Pensar nesses mitos o ajudará a perdoar os outros com mais sinceridade e a ter mais consciência do que faz e por quê.


1. O PERDÃO É DESNECESSÁRIO

Quando abordo o tópico do perdão com as pessoas, geralmente recebo a resposta:

“Por que deveria? Eles é que fizeram algo errado! ”

Parece injusto que a “vítima” seja quem tem que fazer o trabalho de perdoar, certo? No entanto, ainda mais injustos são os custos físicos, emocionais e espirituais de viver sem perdão, além da dor da ofensa inicial.

Há um crescente corpo de pesquisas que descreve os muitos efeitos negativos da raiva e ressentimento crônicos. Por exemplo, um estudo descobriu que as pessoas que perdoam apenas condicionalmente (quando os ofensores lamentam o que fizeram) provavelmente morrerão mais cedo do que as pessoas que praticam o perdão incondicional (Toussaint, Owen e Cheadle, 2011). Outro estudo descobriu que a falta de perdão tende a produzir maior ativação do seu sistema de luta ou fuga, o que afeta negativamente a qualidade do sono (Lawler et al., 2005), a memória (Toussaint et al., 2014) e a resposta imunológica (Harrison, 2011). Na verdade, ficou demonstrado que guardar rancor aumenta o risco de doenças cardíacas, hipertensão e fadiga crônica (Lawler et al., 2003).

Guardar ressentimento e falta de perdão em nossos corações também prejudica nossa vida espiritual. Jesus ensinou aos seus discípulos: “Sempre que estais orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas” (Marcos 11:25). Você já percebeu que é realmente difícil se sentir conectado e íntimo de Deus quando há raiva em seu coração em relação a outra pessoa? O apóstolo João escreveu que é impossível alguém amar a Deus e odiar outra pessoa porque as pessoas são feitas à imagem e semelhança de Deus (1 Jo 4:20). Portanto, agarrar-se à falta de perdão priva as pessoas de serem capazes de experimentar a plenitude do amor de Deus e a profunda intimidade com ele.


2. PERDÃO É APROVAÇÃO

Enquanto crescia, sempre que alguém fazia algo para ferir meus sentimentos, lembro-me de meu professor / pai nos puxando de lado e nos conduzindo por uma interação forçada em que o agressor é instruído a murmurar um pedido de desculpas, ao qual devo responder: “Tudo bem. ” Realmente não importava se algum de nós quis dizer o que dissemos, desde que fizéssemos parecer genuíno o suficiente para encerrar a conversa e seguir em frente.

O perdão não é tão simples e fácil como meus professores faziam parecer. É comum pensar: mas e se não estiver tudo bem? E se eu não achar que a outra pessoa realmente entende o que fez de errado? E se a outra pessoa não perceber como suas ações me afetaram? Se eu perdoar a pessoa, ela vai pensar que aprovo o que ela fez!

A boa notícia é que perdão não é aprovação . A palavra que o Novo Testamento usa para o perdão é a palavra aphiemi , que significa “libertar” ou “libertar”. Isso significa que, quando você perdoa, na verdade está liberando a outra pessoa do seu direito de julgá-la e machucá-la de volta. Longe de dizer “está tudo bem”, o que você realmente está dizendo é: “O que eles fizeram foi errado e realmente me magoou. No entanto, em vez de me apegar ao meu direito de puni-los, permitirei que Deus os julgue com justiça ”.

Embora seja verdade que, quando você perdoa, está libertando a outra pessoa, é irônico que a pessoa que você realmente está libertando seja você mesmo. A falta de perdão é como uma pedra emocional que você carrega consigo, esperando a oportunidade de jogá-la na pessoa de quem você se ressente. No entanto, enquanto você está arrastando esse peso, ele realmente só está drenando sua própria vitalidade e alegria. Então, quando você “liberta” alguém, você está realmente se libertando do cativeiro da amargura.


3. PERDÃO É ESQUECIMENTO

“Perdoe e esqueça”, as pessoas costumam dizer, como se perdoar significasse que só precisamos “esquecer isso”. No entanto, o perdão não é uma amnésia seletiva. Muitas pessoas tentam “esquecer” ou “superar” minimizando, evitando ou anestesiando sua dor. Essas tentativas podem vir de várias formas, incluindo o uso de substâncias para relaxar, fingir que está tudo bem ou manter-se ocupado com trabalho ou entretenimento. Fingir que o ferimento não aconteceu seria como ter um ferimento físico e apenas tentar seguir em frente sem diminuir o ritmo e tratá-lo - isso só leva a mais danos e dor no longo prazo.

A verdade é que relembrar a dor é um passo essencial para curá-la . Você não pode perdoar alguém por algo que você não está reconhecendo. Portanto, para perdoar, você não deve tentar esquecer. Em vez disso, você deve realmente reservar um tempo para lembrar o que aconteceu e refletir sobre essa experiência para que Deus possa usá-la para transformar seu coração. Faça a si mesmo perguntas como:

O que, especificamente, a pessoa fez que me incomodou / magoou?

O que suas ações ou palavras significaram para mim? Que pensamentos isso despertou para mim? Existem outras maneiras possíveis de pensar sobre o que aconteceu?

Como me senti como resultado? Ao nomear o sentimento, tente identificar as emoções mais suaves (ou seja, mágoa, medo, vergonha, etc.) por trás das emoções mais duras (ou seja, raiva, frustração, etc.).

Então, quando você estiver pronto para dar um passo realmente grande no processo de perdão, peça ao Espírito Santo para ajudá-lo a cultivar compaixão pelo seu ofensor. Um princípio de recuperação que nos ajuda a ver as pessoas com maior compaixão é " ferir pessoas ferir pessoas”. Isso significa que, se alguém agiu de forma magoada com você, provavelmente teve algum déficit ou dor em sua própria vida, porque pessoas saudáveis, inteiras e felizes geralmente não magoam intencionalmente. Por exemplo, uma vez fiquei ressentido com uma pessoa por alguns comentários vergonhosos e críticos que fez a mim. No entanto, quando pensei mais sobre sua história, percebi que ele foi profundamente ferido na infância, o que provavelmente o faz sentir vergonha e autocrítica. Ele estava vivendo com muita dor. Não é de admirar que ele tenha reagido comigo da maneira que fez! Não desculpa o que ele fez, mas me ajuda a vê-lo com mais compaixão e empatia. Foi isso que Jesus nos chamou para fazer quando nos ensinou a “amar os nossos inimigos e orar pelos que vos perseguem” (Mt. 5:44).


4. PERDÃO É RECONCILIAÇÃO

Outro medo que as pessoas muitas vezes experimentam ao considerar o perdão é ter que se relacionar com o ofensor novamente. Eles têm medo de que, se perdoarem alguém, isso signifique que eles tenham que ser amigos novamente e voltar a ser como as coisas eram antes. Este é um mal-entendido comum que confunde perdão com reconciliação.

Às vezes, a pessoa que nos feriu é, na verdade, uma pessoa insegura em quem realmente não se deve confiar. Confiar em alguém que não é confiável apenas o deixaria aberto a mais abusos ou injúrias, o que seria uma tolice para você e permitiria (e não amaria) o ofensor. Perdoar alguém não significa que você precise automaticamente confiar nele novamente. A confiança é algo que deve ser reconquistado.

Lembre-se de que o perdão é uma escolha altruísta para liberar o ofensor de seu direito de buscar vingança e julgá-lo . No entanto, r econciliation , ou restauração de relacionamento, só acontece quando o ofensor verdadeiramente se arrepende para o que eles fizeram e pode ser confiável novamente. De forma mais simples, você poderia dizer que a fórmula para reconciliação se parece com isto:

PERDÃO (DO OFENDIDO) + ARREPENDIMENTO (DO OFENSOR) = RECONCILIAÇÃO

Isso também se aplica à maneira como Deus se relaciona conosco. A partir do momento em que ferimos a Deus ao abandoná-lo pecaminosamente, Deus nos ofereceu seu perdão. Deus, por causa de seu caráter amoroso, nos deu seu perdão. No entanto, o perdão de Deus não restaurou nosso relacionamento com ele até que estivéssemos prontos para verdadeiramente nos arrepender e abandonar nossos caminhos pecaminosos. Assim que o perdão de Deus foi recebido com nosso arrependimento, nosso relacionamento foi restaurado e reconciliado. Em outras palavras, para que a reconciliação aconteça, você precisa tanto de perdão quanto de arrependimento.

Portanto, se o ofensor que o feriu não estiver pronto para reconhecer seus erros e mudar, o relacionamento não pode voltar a ser como era antes. Você ainda pode fazer sua parte e perdoar, colhendo assim todos os benefícios espirituais e psicológicos disso, mas você pode querer exercer alguns limites para proteger seu coração e fornecer consequências para o comportamento inseguro do ofensor até que ele esteja pronto para se arrepender.


5. O PERDÃO É INSTANTÂNEO

Muitas pessoas pensam que o perdão é um acontecimento ou decisão que ocorre uma única vez. Talvez eles tenham um momento de inspiração e optem por perdoar alguém. Então, mais tarde, eles percebem que os sentimentos de amargura parecem ressurgir e se perguntam se eles realmente perdoaram. A realidade é que o perdão é um processo ; é uma prática que devemos manter continuamente . Em Marcos 11:25, Jesus ensinou seus discípulos sobre o perdão, dizendo: “Quando você orar, se tiver alguma coisa contra alguém, perdoe-o, para que seu Pai que está nos céus possa perdoar seus pecados”. Em grego, a palavra perdoar é um comando presente-ativo, o que significa que está descrevendo uma ação contínua ou habitual. Portanto, quando Jesus deu a ordem de perdoar, ele estava realmente dizendo algo mais como " perseverar em perdoar continuamente ". Ele parecia entender que a escolha de perdoar é algo que precisa ser exercido repetidamente e continuamente para que realmente nos libertemos.

Se houver alguma mágoa ou amargura em seu coração, adoraríamos estar ao seu lado e ajudá-lo durante o processo. O perdão é um processo, mas se você for paciente e disposto, Deus pode usar esses conflitos para aprofundar sua vida em você e cultivar um maior senso de liberdade, amor e alegria.


SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!


Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

Rua Tomás Gonzaga, 802 · Sala 202 - Lourdes - BH/MG - (31) 9 9408-2772

Criação @ALSGrow




O PODER DO PERDÃO

 


O PODER DO PERDÃO

Quando estamos magoados até tentamos fingir com aquele sorriso amarelo dizendo que já passou, que está tudo bem e até mesmo que esqueceu. Mas é só ver algo que lembre aquela situação ou pessoa que a mágoa vem. E ela vem com fome, pedindo, suplicando que você a alimente com suas paranoias e implicâncias, pois a mágoa precisa de seus pensamentos negativos para sobreviver e destruir a tudo e a todos.

Portanto, o perdão tem um poder libertador. Não somente de libertar o outro, mas acima de tudo de nós libertar!

Perdoe o outro, não porque ele mereça perdão… Mas porque você merece paz.”

O ato de perdoar alguém encontrasse a uma distância considerável para muitas pessoas. Realmente parece algo impossível de acontecer principalmente dependendo da ofensa cometida pela outra pessoa. Isso porque nem todo mundo entende a grandiosidade por trás dessa ação e como ela pode nos afetar positivamente. Assim, entenda o poder do perdão e como alcançá-lo de forma natural e transformadora.

O poder do perdão trabalha a ideia do desapego gradual e contínuo daquilo que nos causou dor. É um ato de coragem, já que tomamos força para nos liberar do rancor gerado por alguém ou uma situação. A partir daqui vem a aceitação, entendendo o que aconteceu e passando a seguir adiante como parte do processo de cura.

O seu “Eu” se reestrutura, traçando um novo caminho para que possa reparar o sofrimento que guarda. Suas emoções negativas encontram um espaço de purificação para que assim possa ter paz interior.

Por meio do perdão, abraçamos um estágio à frente em que o crescimento humano se torna possível. É amadurecer, se agarrando com aquilo que nos alimenta a uma vida mais sadia, sábia e bem construída ao recomeço.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!


Claudia Bossi Bigard
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A CULPABILIDADE



QUAL É O PREÇO DA SUA DÍVIDA?   

A dívida se cria muito cedo, pois crescemos com o peso de uma dívida pela qual ignoramos a origem e o preço, mas que devemos pagar.   

  

Muitas vezes pagamos nossas dívidas realizando os sonhos de nossos pais, fazendo aquilo que eles decidiram por nós. Nesse caso, o prazer dos nossos pais é o preço de nossas dívidas. Todavia, se apropriar de um desejo que não é seu, traz a dificuldade de saborearmos as alegrias.   

  

O preço da dívida pode ser mais subjetivo. Isso ocorre quando não decidimos seguir o nosso próprio caminho na realização dos nossos sonhos. Nesse caso o preço da dívida é a decepção e infelicidade do outro.   

  

Portanto, para não conviver com sentimento de culpa adquirido, investimos energia quase sobrenatural para atingir o sucesso perfeito do objetivo imposto. Porém, a perfeição exige um preço alto a pagar.   

  

Outra vez decidimos "não decidir", sem mesmo perceber que a ausência de uma decisão é uma escolha.  Apenas seguimos em frente levando a vida como ela se apresenta, sem preocupações e com a falsa sensação de liberdade.   

  

Se porventura a vida não nos oferecer boas oportunidades, não somos responsáveis. A culpa é da sociedade.   

  

A verdade é que estamos sempre criando dividas internas. Que sejamos responsáveis ou culpados, nós nos vitimizamos. Com isso, apropriamos de sentimentos negativos, tais como: raiva, rancor, decepção e frustrações, cujo o preço é o desequilíbrio interno.  

  

A vida não é um mar de rosas. O sofrimento existe no nosso universo, pois somos todos submetidos em um momento ou outro, às dificuldades impostas pelo mundo externo que nos exige a tomar decisões.  

  

Para que não tenhamos dívidas e possamos viver plenamente, é preciso passar pelo PERDÃO.  

  

MAS, PERDOAR A QUEM? 

 

A resposta é SE PERDOAR: “eu me perdoo por ter tantos sentimentos que me fazem mal.”  Mas, para que isso seja possível é necessário perdoar o outro. O perdão exige renuncia a toda forma de vingança. O verdadeiro perdão não demanda reparação, ele não é submetido a condições. 

  

O ato de perdoar não é um dom, é uma atitude que se aprende.   

Perdoar é uma escolha que se faz para aliviar nosso próprio fardo.  

Perdoar é um presente que se dá a si próprio.  

Perdoar é se amar sem criar dívidas. 





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