COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO?

 


COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO?

Mais de 300 milhões de pessoas têm depressão no mundo. Apesar de ser uma doença crônica com tratamentos eficazes, menos da metade das pessoas afetadas têm acesso a opções terapêuticas. Em alguns países, menos de 10% das pessoas com depressão são tratadas efetivamente.

Ainda existe um estigma social relacionado aos transtornos mentais somados a outros problemas que dificultam o acesso aos tratamentos. Muitas pessoas nem sabem que estão doentes, por exemplo.

PANDEMIA DE COVID-19: UM AGRAVANTE PARA A INCIDÊNCIA DA DEPRESSÃO NO BRASIL

A situação de pandemia de covid-19 que vivemos no Brasil desde o início de 2020 faz com que as pessoas vivenciem situações de medo, luto, incerteza, falta de perspectiva, preocupações financeiras e solidão.

SINAIS E SINTOMAS DA DEPRESSÃO

A depressão é doença crônica e silenciosa. Geralmente, a pessoa está tão vulnerável que não é capaz de perceber que algo não vai bem. Diante disso, a procura por ajuda médica tende a não ocorrer ou, se acontece, é tardiamente, quando a doença já se agravou.

Por isso, é fundamental saber reconhecer os sinais e sintomas da depressão que aparecem na maior parte dos casos, como:

Sentimentos de tristeza e angústia na maior parte do tempo;

Perda de prazer em atividades que normalmente gostava de praticar. Pode ser algum tipo de hobby, como nadar, correr, dançar ou jogar videogame.

Essas alterações são sinais de alerta quando persistem por, no mínimo, duas semanas. No entanto, existem outras mudanças que podem não ser comuns a todas as pessoas com depressão, mas também são preocupantes. São elas:

  • Alteração repentina de peso sem motivo aparente;

  • Irritabilidade;

  • Frustração;

  • Baixa autoestima;

  • Ansiedade;

  • Falta de energia;

  • Cansaço contínuo;

  • Insônia ou sono em excesso;

  • Pensamentos negativos, como vontade de se machucar, morte e suicídio;

  • Movimentos: falas mais lentos ou acelerados.

É importante destacar que o fato de apresentar um ou mais dos sinais e sintomas listados, não significa, necessariamente, que a pessoa esteja com depressão. Somente um médico pode avaliar o caso, fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.

DIFERENÇA ENTRE TRISTEZA E DEPRESSÃO

Em um primeiro momento, pode ser difícil diferenciar tristeza e depressão. Realmente há semelhanças, porém existem características diferentes que não devem ser subestimadas.

Por exemplo, o luto é uma resposta totalmente natural a uma perda, enquanto a depressão é uma doença.

Quando as pessoas estão tristes, o sentimento não é persistente o tempo inteiro. Há uma alternância entre a tristeza e os outros sentimentos que fazem parte da vida do ser humano. Embora tristes, as pessoas ainda conseguem desfrutar de bons momentos e olhar para o futuro, praticar algum hobby e fazer planos.

Por outro lado, as pessoas com depressão se sentem tristes constantemente. Acham difícil aproveitar qualquer coisa ou ter uma visão otimista do futuro. Só conseguem ter pensamentos ruins e negativos.

TIPOS DE DEPRESSÃO

A depressão normalmente surge de forma gradual. Por isso, pode ser difícil perceber que algo está errado no início. Muitas pessoas tentam lidar com os sinais e sintomas, sem perceber que não é possível fazer isso sem ajuda. A doença pode ser classificada de acordo com a gravidade:

Depressão leve – promove algum impacto em seu dia a dia;

Depressão moderada – promove um impacto significativo em seu dia a dia;

Depressão severa – torna quase impossível enfrentar a rotina diária; algumas pessoas com depressão grave podem apresentar sintomas psicóticos, como alucinações.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO CORRETO DA DEPRESSÃO

Quanto antes a depressão for diagnosticada, mais chances a pessoa tem de recuperar a qualidade de vida e amenizar os sinais e sintomas, além de evitar fazer mal a si própria, como se machucar ou até tirar a própria vida. No entanto, uma das principais barreiras para ter um tratamento eficaz é o diagnóstico impreciso.

Não existe um exame capaz de confirmar a doença. O diagnóstico da depressão é feito pelo médico psiquiatra a partir de uma conversa sobre o histórico familiar, o momento atual vivido e alguns testes para avaliar o estado mental e, dai, indica um psicólogo para o acompanhamento, afim de contribuir com a melhora.

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Existem dois tipos de tratamento da depressão:

Medicamentos – o médico pode indicar um medicamento, que vai variar de acordo com o caso do paciente, baseado em algumas informações, tais como:

Tipo de depressão;

Histórico pessoal e familiar;

Presença de alguma doença crônica, com diabetes e hipertensão;

Características do medicamento;

Se já houve boa resposta a uma determinada classe de medicamentos já utilizada.

O medicamento não é necessariamente o mesmo durante todo o tratamento. Conforme a pessoa tiver necessidade, o médico pode trocar o medicamento ou associá-lo a outro.

Psicoterapia – a partir da recomendação médica, a pessoa com depressão deve se consultar com um psicólogo para lidar melhor com os diferentes sentimentos causados pela doença. Geralmente as consultas são semanais, mas se houver necessidade podem ter mais encontros.

A psicoterapia em conjunto com os medicamentos adequados mantém a doença controlada e permite que, aos poucos, a pessoa recupere a sua qualidade de vida.

CUIDADOS PARA A SAÚDE MENTAL DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Além dos cuidados profissionais, existem algumas ações do dia a dia que podem ajudar no processo de lidar com a pandemia e com o distanciamento social.

Limite o tempo ligado nas notícias – é importante estar informado, mas o acúmulo de informações pode ser um gatilho negativo. Estipule quanto tempo do seu dia você pode dedicar ao consumo de notícias, e, se necessário, reduza. Não se esqueça de buscar fontes oficiais para evitar notícias falsas.

Evite álcool e tabaco como escape do estresse – além de não resolverem problemas emocionais, se tornam vícios e, a longo prazo, causam muito malefícios à saúde física e mental. Beba com moderação e não fume.

Não preencha seus dias apenas com atividades obrigatórias – libere um tempo na sua agenda para ler um livro, assistir a um filme, aprender uma habilidade nova, ouvir uma música, cozinhar com tranquilidade ou o que preferir. Faça algo por você mesmo!

Faça exercícios físicos – além de ajudar a prevenir doenças crônicas como as cardiovasculares, diabetes e obesidade, a prática de exercícios libera endorfina, um hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Existem diversos bons profissionais de educação física que podem instruir você a se exercitar dentro de casa. Fazer aulas de dança ou yôga online também é uma opção.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

CLAUDIA BOSSI BIGARD

Psicologia Clínica - CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772

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VAMOS FALAR SOBRE ANSIEDADE



VAMOS FALAR SOBRE ANSIEDADE


É perceptível que esse é um dos transtornos mais comentados atualmente e que afeta grande parte da sociedade. Mas afinal o que é a Ansiedade? De um modo bem simples, podemos defini-la como uma reação do corpo diante de uma situação que representa perigo, que leva o sujeito a um estado desagradável de agitação interior. De uma certa forma todas as pessoas sofrem de ansiedade, porém em escalas diferentes.


A ANSIEDADE NORMAL VS PATOLÓGICA

Existem dois tipos de ansiedade, a normal e a patológica. A ansiedade normal se trata de como o sujeito vai reagir diante de situações simples do cotidiano, como, por exemplo, às vésperas de uma prova, antes de uma entrevista de emprego, uma viagem desejada ou o encontro com uma pessoa querida, onde o mesmo sente um “friozinho na barriga”, sem trazer prejuízos para a saúde psíquica.


Já na ansiedade patológica, que é considerada como um transtorno, o sujeito entra em um estado de desordem mental que por consequência lhe traz prejuízos em sua vida. Este acaba por não conseguir realizar atividades simples do seu cotidiano, passa a ter comportamentos prejudiciais, está sempre em “estado de alerta”, sentindo com frequência que algo ruim está prestes a acontecer, muitas vezes sem nenhum motivo aparente.


Um modo de diferenciar a Ansiedade normal da patológica é verificar se a resposta ansiosa é de curta duração, se está relacionada a algo que está acontecendo no momento e, principalmente, se traz prejuízos para a vida do sujeito.


Quando a ansiedade impede que a pessoa realize atividades importantes de sua vida como trabalhar, estudar, se relacionar com as pessoas, viajar, etc., aí sim é considerada como ansiedade patológica e precisa de tratamento.


Sintomas físicos intensos também surgem durante as crises de ansiedade, como:

Formigamento na pele,

Sudorese,

Alterações no sistema digestivo,

Insônia,

Dores de cabeça,

Taquicardia,

Visão escurecida,

Dor no peito,

Desmaios, e

Falta de ar.


Tudo isso são respostas do organismo para evitar o enfrentamento de tal situação ameaçadora. Os sintomas de ansiedade também podem indicar a existência de outros transtornos psíquicos como transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo e fobias, etc.


Existem diversos tipos de transtornos de ansiedade. Abaixo, no entanto, citaremos alguns mais conhecidos.


TIPOS DE ANSIEDADE PATOLÓGICA

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): pessoas com TAG apresentam preocupação excessiva, medo, sentimentos exagerados, estão sempre tensas e podem ter comportamentos irracionais quando estão diante de uma situação que pode representar perigo, sendo ela real ou não. Também há uma preocupação com o julgamento de outras pessoas a respeito de si.


Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): geralmente esse tipo de transtorno surge após alguma experiência traumática que pode causar grande impacto na vida do sujeito. Quem tem esse transtorno de ansiedade apresenta alterações em seu comportamento quando está diante daquele evento que o ameaça. É comum sintomas como agitação, alterações no sono, pensamentos obsessivos, prejuízos para realizar atividades e a pessoa evita falar sobre o assunto que aconteceu por ser muito doloroso.


Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e excessivos, que levam a compulsões, ou seja, a comportamentos repetitivos. Pessoas com esse transtorno costumam ter medo de germes que leva a uma compulsão por limpeza e também um excesso de organização. Caso algo não esteja conforme a expectativa, a pessoa tende a se sentir perturbada.


Fobias específicas: são definidas por um medo excessivo de estar diante de um objeto ou situação. Existem diversos tipos de fobias como: fobia de ambientes fechados, escuridão, aranha, animais, elevador, sangue, palhaço, etc. Quando o sujeito está diante da situação ou objeto a pessoa pode ter uma reação excessiva, repulsa e descontrole emocional que a leva a fuga.


TRATAMENTO

A tomada de pequenas ações no dia a dia podem levar ao alívio dos sintomas. Por exemplo, práticas como a meditação, yôga, atividades físicas, alimentação equilibrada, redução da carga horária de trabalho, fazer atividades que trazem a sensação de bem-estar, pensamentos positivos e estar perto de pessoas que amamos.


Porém a principal forma é iniciar a Psicoterapia, pois através dela será possível entender quais são os gatilhos emocionais, ou seja, quais são as causas psíquicas que levam o sujeito a ter as crises de ansiedade. É necessário entender qual é a origem da raiz do problema para assim iniciar o tratamento adequado a fim de proporcionar mais equilíbrio para a vida do sujeito.


É importante reiterar que nem todas as pessoas conseguem uma melhora apenas com mudança de hábitos e que a ansiedade, independente do tipo, precisa ser tratada, evitando assim que o quadro se agrave e que haja prejuízos tanto na vida pessoal, quanto na profissional do sujeito.


O processo de autoconhecimento é indispensável pois através deste, é possível analisar o histórico de sua vida e entender o que pode estar causando os pensamentos ansiosos. Esse processo precisa ser feito junto com um profissional de psicologia que é capacitado para ajudar com esse direcionamento.


COMO A PSICOTERAPIA PODE AJUDAR NO TRATAMENTO DA ANSIEDADE?

Os psicoterapeutas acreditam que a Ansiedade é um sintoma de algum ponto de angústia, um sinal de algo que está causando sofrimento ao sujeito. Sendo assim, o tratamento se baseia na identificação da raiz do problema, e busca trazer esse conteúdo à tona para que haja alívio. Vale ressaltar que a psicanálise foca no estudo do inconsciente onde acredita-se que estejam armazenados a maior parte dos nossos comportamentos e atitudes.


O autoconhecimento é a chave do processo, o foco é direcionado em conteúdos inconscientes com o objetivo de trazê-los para o campo da consciência como forma de tratamento. Durante o tratamento o psicólogo não faz nenhum direcionamento, deixando que a pessoa fale o que lhe vier à tona durante as sessões através da associação livre. Esta é interessante para entender a causa raiz dos pensamentos ansiosos.


Se você se identificou com os sintomas descritos, não tenha vergonha ou medo de pedir ajuda e estou à disposição para te escutar. Lembre-se, sua saúde mental é tão importante quanto a saúde física.


SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

CRP 04/52820

(31) 9 9408-2772

Arte by @ALSGrow

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Referências:

Peregrino, Antonio. “Ansiedade normal e patológica.” J. bras. psiquiatr (1996): 129-134.

Castillo, Ana Regina GL, et al. “Transtornos de ansiedade.” Brazilian Journal of Psychiatry 22 (2000): 20-23.

Petribú, Kátia. “Comorbidade no transtorno obsessivo-compulsivo.” Brazilian Journal of Psychiatry 23 (2001): 17-20.



COMO SER UMA BOA MÃE



COMO SER UMA BOA MÃE

Não existe manual, receita, formulário que ensina a ser boa mãe

O que é ser uma boa mãe? Existe diferença entre ser mãe e estar grávida?

Uma paciente perguntou a Freud: “Como posso ser uma boa mãe?” e Freud respondeu: “seja a menos pior possível”

Ser mãe é uma dádiva, um sonho e uma realização para muitas mulheres. Porém, dar à luz a um filho e estar grávida são dois aspectos diferentes e distintos. A gravidez não implica necessariamente o desejo de ter um filho.

A gravidez expressa a feminilidade e a sexualidade. Sendo que a feminilidade seduz e atrai a atenção. Geralmente a mulher manifesta um sentimento de plenitude.

Contudo, conceber e educar um filho representam situações e satisfações diferentes. Durante a gestação, a relação “mãe-filho” é fusional e não existe distinção entre ela e o outro.

No momento do parto, o bebê torna-se distinto da Mãe, e esta, por sua vez, passará por um processo de separação e renúncia vivenciados por múltiplos sentimentos contraditórios.

Vários fatores influenciarão nas suas emoções: O sexo da criança, o lugar que ela ocupa entre os irmãos, a idade da mãe e sua personalidade. Contudo, será sua organização psíquica, assim como sua própria história familiar e emocional que definirão uma boa e satisfatória interação.

No primeiro ano de vida, é a personalidade da mãe que dominará a relação. Sua simples presença, o fato apenas de existir, serve de estímulo para o bebê. Toda ação, consciente ou inconsciente, por mais insignificante que seja, terá consequência na reação da criança pois, esse reage por impulso instintivo.

O "moi", ou seja, a estrutura psíquica da criança se forma nos primeiros 12 (doze) anos de vida a partir das experiências vividas, e por consequência influenciará no desenvolvimento da sua personalidade em vários aspectos.

A relação “mãe-filho” envolve dois indivíduos totalmente dissemelhantes, e aquilo que pode satisfazer a mãe é completamente diferente daquilo que poderia satisfazer a criança. Por exemplo, o ato de amamentar é para criança um momento de extremo prazer, mas será que é tão prazeroso para a mãe? É então, fundamental, no que se refere uma relação objetal normal, que seja satisfatória para ambas.

Havendo distúrbio psicológico maternal, a relação será inapropriada e insatisfatória e as consequências serão patógenas para a criança. Nesse caso, a personalidade da mãe agirá como um agente provocador de distúrbio na criança, como uma toxina psicológica.

Manifestações maternais como:

  • Rejeição;

  • Solicitude excessiva;

  • Hostilidade disfarçada em ansiedade;

  • Oscilação entre carinho e hostilidade;

  • Mudanças de humor periódica;

São atitudes que provocam desordens psicológicas na criança.

Hoje em dia, a internet oferece uma variedade de blogs ensinando as mulheres a serem "boas-mães".

Assistimos " psicoterapeutas" e " coachs" preparando potinhos Gourmet. Outros blogs apresentam fotos de famílias felizes e perfeitas, incluindo a exibição de seus filhos bem-vestidos ou sem vestimentas.

O comércio Educacional se compara a uma receita de bolo e as crianças se resumem a meros ingredientes.

Crianças sendo usadas como fonte de exibicionismo e narcisismo parentais, deixando de ser objeto de amor.

São blogs vendendo ilusão, o sonho americano, mais parecido a um zoológico infantil, chegando no risco de abrir possibilidades de condutas criminosas contra as crianças.

A verdade é que inexiste manual, formulário ou receita de aprendizagem de "boa-mãe".

Ser mãe é um trabalho árduo e exaustivo que implica amor, carinho, respeito e dedicação.

Provavelmente, se tornar uma "melhor-mãe", exija um trabalho introspectivo, um maior grau de autoconhecimento, uma conscientização dos verdadeiros desejos, da própria história de vida e do seu próprio ser.

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard

Psicologia Clínica

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DICAS PODEROSAS PARA ELEVAR A SUA AUTOESTIMA

 


DICAS PODEROSAS PARA ELEVAR A SUA AUTOESTIMA

Autoestima é a forma como nos enxergamos por dentro e como essa percepção afeta na projeção que fazemos de nós mesmos por fora, podendo ser tanto positiva quanto negativa, e está diretamente ligada às crenças que carregamos, aos pensamentos que criamos, aos sentimentos que estes nos causam e, consequentemente, nas ações e decisões que tomamos ao longo da vida.

COMO A AUTOESTIMA INTERFERE NA VIDA PESSOAL E SOCIAL

Quando pensamos em conquistar uma carreira de sucesso por exemplo, sabemos que a autoestima desempenha um papel fundamental na hora de tomar boas decisões, no jeito de falar e agir durante uma entrevista de emprego, na forma de liderar uma equipe ou algum projeto e ser um profissional qualificado; com confiança, capacitação, iniciativa e o principal que engloba tudo isso: autoestima.

A baixa autoestima é identificada por pensamentos negativos como: “eu não consigo”, “as outras pessoas são melhores do que eu”, “não sou bom/boa o suficiente”, entre outras crenças que surgiram de experiências negativas vividas no passado ou até na infância, e que na vida adulta causam o sentimento de insatisfação e derrota.

A falta de cuidado com a autoestima pode levar o indivíduo a fazer escolhas ruins para sua vida, não conseguir manter relações sociais, cair em relacionamentos não saudáveis por insegurança e procrastinar ações para atingir metas profissionais, reproduzindo um ciclo vicioso que traz a sensação de insuficiência, inferioridade e até depressão.

A autoestima saudável, além de fazer bem para a nossa autoconfiança e bem-estar, também afeta positivamente o lado físico ao criar-se um ambiente favorável à saúde da mente, coração e até do sistema imunológico.

E ter muita autoestima é ruim? Se for em excesso, sim. A autoestima extremamente elevada pode dificultar as relações sociais, por isso é tão importante manter o equilíbrio entre os dois extremos para manter uma vida tranquila e satisfatória tanto na área pessoal quanto profissional e para isso, separamos essas 10 dicas para uma autoestima elevada e uma vida leve.


1 - SE RECONHEÇA


Primeiramente, reconheça seus próprios limites. A autoestima é trabalhada através do autoconhecimento e saber quais são suas virtudes, como aproveitá-las e saber quais aspectos você deve melhorar é essencial para o seu desenvolvimento pessoal. Descubra mais sobre você mesmo a partir de experiências novas, arrisque-se mais e faça algo novo por você todos os dias!

2 - AUTOCUIDADO



Cuide do seu intelecto e da sua condição física. Reserve um tempo para aprender coisas novas, meditar, ler um livro diferente, aprender um novo idioma e fazer o que você gosta. Cuide também da sua saúde física, alimente-se bem e procure fazer atividades que estejam relacionadas ao seu estilo de vida, no seu próprio ritmo. Uma mente tranquila e um corpo saudável resultam numa vida mais feliz.

3 - FILTRE OS PENSAMENTOS



Procure manter-se positivo, reconheça suas conquistas diárias e dê uma recompensa a si mesmo por objetivo alcançado. Tome cuidado com o “looping” de pensamentos (aqueles pensamentos negativos que aparecem sem parar) e ao deparar-se com eles, pare por um instante, respire, reflita sobre esse pensamento e perceba que ele não exerce controle sobre você pois o poder que os nossos pensamentos tanto positivos quanto negativos têm, é o que damos a eles.

4 - MANTENHA-SE ORGANIZADO



Ao listar suas metas, desejos e objetivos, você está tirando aquela ideia da cabeça e está passando para algo físico. Estipule um prazo para a realização de cada uma das metas e classifique-as de acordo com o que pode ser feito de imediato, por exemplo: metas que necessitam de um prazo menor (meses ou dias) e as metas que precisam de mais tempo para serem concluídas (anos).

5 – SEJA SELETIVO


Há lugares, situações ou atividades que podem nos fazer mal. Procure evitar estar em contato com coisas ou pessoas de um determinado ambiente que não te trazem o sentimento de tranquilidade interna e procure relacionar-se com pessoas que reconheçam suas virtudes, que compartilham dos mesmos interesses que os seus e que podem contribuir para o desenvolvendo do seu autoconhecimento.

6 – VALORIZE O QUE VOCÊ JÁ TEM



Reflita sobre todas as coisas boas que você tem! Reserve um tempo da sua rotina diária para olhar-se no espelho e focar em todas as características positivas existentes em você como pessoa, fazendo elogios a si mesmo e valorizando os aspectos positivos da sua personalidade e liste suas conquistas pessoais, mesmo que sejam coisas simples do dia a dia. Depois, faça o mesmo com seus atributos físicos: busque algo de que goste e elogie essa característica sem julgamentos. Esse exercício diário é desafiador e fará uma grande diferença na sua autoestima!

Criar e manter uma boa relação consigo mesmo é um trabalho diário e desafiador que reflete positivamente em todas as outras áreas da nossa vida, por isso é importante que, antes de qualquer pessoa, seu bem-estar seja sempre valorizado.

7 – DESENVOLVA O SEU AUTOCONHECIMENTO



Ninguém ama o desconhecido. Ninguém consegue lidar com aquilo que não conhece. Como amar a si mesma sem ao menos conhecer a sua própria essência? Impossível! Por isso, busque descobrir quem você é. Reconheça suas qualidades, seus valores, sua missão, e até mesmo, seus pontos de melhoria.

Reconheça-se como alguém que possui potencial para expandir os horizontes, ampliar as habilidades, compartilhar coisas boas com quem está ao redor. Desenvolver o autoconhecimento é o primeiro passo para ter uma relação de amor duradoura com alguém muito especial: VOCÊ MESMA!

8 - TRABALHE A SUA AUTOCONFIANÇA


Quando você não confia em si mesmo, com certeza tem a autoestima verdadeiramente comprometida. Além disso, essa falta de autoconfiança dificulta o desenvolvimento de uma relação saudável consigo mesmo, interferindo, de forma negativa, em seu crescimento e no alcance de seus objetivos pessoais e também profissionais.

A partir do momento que você se conhecer com profundidade, você será mais autoconfiante, pois saberá lidar melhor com o seu próprio eu, ou seja, passará a reconhecer o seu próprio valor e cada vez mais vai valorizar quem você é, orgulhando-se sempre da pessoa que tem se tornado com o passar dos anos.

9 – HONRE E RESPEITE A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA



Você viveu momentos que te causaram dor. E essa dor pode ter gerado em você uma crença limitante. Não podemos mudar o passado, mas podemos dar a ele significados que podem tornar o nosso presente melhor. Honrar e respeitar a sua história é dar a estes momentos de dor vividos no passado um novo significado, extraindo as melhores lições dessas situações e aproveitando também os momentos de alegria, para tornar a vida mais leve e tranquila.

10 - CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM



Construir relações saudáveis é outra excelente forma de potencializar ainda mais a sua autoestima. Isso porque as pessoas que nos querem bem geralmente são as que recorremos quando precisamos de colo. São elas que vão te lembrar a mulher poderosa que você é, mesmo quando você estiver com dificuldades ou não estiver conseguindo se lembrar.

Assim, tenha sempre por perto seus amigos, familiares, parceiro (a), entre outras pessoas com as quais você sabe que pode contar, não só nos momentos de dificuldades, mas também para celebrar a alegria e felicidade de terem uns aos outros.

Agora é com você! Após ler essas dicas, que tal colocá-las em prática e compartilhar sua experiência com a gente?

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!

Claudia Bossi Bigard
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CERQUE-SE DO QUE FAZ BEM

 
Para ter sucesso, cerque-se de pessoas que extraem o melhor de você.

Nosso cérebro passa a apresentar atividade eletrofisiológica semelhante à de pessoas com as quais convivemos intensamente, de familiares a colegas de trabalho. Elas influenciam de forma crucial a maneira como vemos a vida e nosso empenho em projetos.

Diga-me com quem andas e te direi quem és”, diz a sabedoria popular há séculos. Agora, pesquisas de ponta da neurociência sugerem respaldo científico para o ditado, mostrando que pessoas com as quais temos convivência mais próxima, desde cônjuges até colegas de trabalho, influenciam de forma crucial a maneira como vemos a vida e nosso empenho em projetos.

Entre essas pesquisas, estão os trabalhos do neurocientista Moran Cerf, professor de neurociência e business da Universidade de Northwestern, que estuda o que ele chama de alinhamento cerebral: quando nosso cérebro passa a apresentar atividade eletrofisiológica semelhante à de pessoas com as quais convivemos intensamente. Isso acontece, por exemplo, quando duas pessoas estão assistindo a um mesmo filme ou tendo uma conversa.

Sabe aquela sensação de alta identificação quando você troca ideias com um grande amigo ou colega de trabalho que pensa de forma parecida com você? Provavelmente as ondas cerebrais de vocês dois estão em sincronia, isto é, mostrando padrões elétricos parecidos. Cerf observou em seus estudos que pessoas que passam duas semanas vendo os mesmos filmes, lendo os mesmos livros e conversando entre si, começam a mostrar padrões cada vez mais parecidos de linguagem, de emoções e de ponto de vista.
 “As pessoas mais próximas a você têm um impacto na maneira como você se relaciona com a realidade maior do que se pode perceber ou explicar. E uma das consequências disso é se tornar parecido com essas pessoas”, disse o neurocientista.

Vamos agora trazer esse conhecimento para o mundo corporativo. A cultura organizacional de uma empresa impacta um colaborador para muito além do que se imagina: as pessoas e os pensamentos com que ele entra em contato todos os dias influem em seu próprio jeito de ser e de pensar. Por isso a importância de um ambiente que incentive o crescimento, a troca de ideias e a inovação.

Nossos cérebros funcionam como “esponjas” que captam tudo que se passa no ambiente – nesse sentido, procurar cercar-se de pessoas que têm padrões mais produtivos de pensamento é essencial para nossa saúde emocional e prosperidade profissional.

Nesse sentido, Cerf sugere que é interessante atentarmos para a maneira como as pessoas a nosso redor se expressam: existem pessoas que buscam extrair o que há de positivo em suas experiências de vida e profissionais, isso se reflete em suas conversas e trocas de ideias. Outras pessoas, por outro lado, tendem a assumir uma postura negativista, de vítima, que se revela em narrativas de perspectiva muito negativa.

Obviamente, a convivência de longo prazo é muito mais produtiva com pessoas que buscam resinificar positivamente suas experiências. Com elas podemos aprender novas formas de interpretar a realidade. “É difícil começar a reinterpretar a realidade de uma determinada maneira quando você nunca fez isso antes. A ferramenta mais eficaz é rodear-se de pessoas que possuem essa habilidade”, afirma o neurocientista. “É algo que vai ocorrer naturalmente, não é preciso fazer conscientemente. Essa é a vantagem do alinhamento cerebral.”

E você? Com quais pessoas esta escolhendo conviver e crescer?




O PODER DAS PALAVRAS


 

Você já parou para pensar no impacto que as palavras têm em nossas vidas?

Nossas palavras têm o poder de criar e o poder de destruir. O melhor exemplo disso é uma amizade ou uma relação, que começa com conversas e, por qualquer palavra que possamos dizer fora do lugar, pode acabar.

As palavras são reflexo dos pensamentos e sentimentos e têm um poder enorme, tanto para agradar quanto para ferir as outras pessoas. Na maior parte das vezes, não medimos realmente o impacto que uma palavra pode ter.

Dizemos coisas sem pensar, não percebemos o que dizemos e muito menos as consequências geradas a partir de uma palavra ou expressão negativas. Com as palavras, podemos ferir e ofender os outros, afetando assim, os relacionamentos, o bem-estar e convivência.

Pare um pouco, pense antes de falar!

As discussões nas quais estamos alterados, costumam ser os momentos em que se dizem mais palavras equivocadas. Por quê? Pela emoção negativa, pela raiva. Então não é só “o que” se diz, mas “como” se diz.

Não se trata de reprimir os sentimentos nem deixar de expressar as opiniões. Tudo pode ser dito com respeito, sempre de forma amável, amigável e tranquila. O que determina que uma crítica seja construtiva ou destrutiva é a maneira como ela é dita.

O tom da voz, as palavras utilizadas e os gestos que as acompanham são determinantes para que uma mensagem seja bem recebida… do contrário, ela pode se tornar uma faca afiada.

Por exemplo, quando uma pessoa está muito alterada, não é conveniente conversar. Neste caso, o silêncio é melhor maneira de controlar a situação.

Ao corrigir os filhos, ao expressar sua opinião à esposa ou ao marido, ao pedir esclarecimento a um colega de trabalho, chefe ou funcionário, ou a pedestres no trânsito, ao fazer uma reclamação em uma loja ou restaurante… O poder das palavras é colocado à prova em muitas ocasiões.

👉 “A boca fala daquilo de que o coração está cheio”, por isso é preciso controlar as emoções com a razão. Respirar fundo muitas vezes resolve. Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você: este é um princípio de vida.

👉 As palavras têm poder no inconsciente e podem acabar se tornando realidade. Por isso, livre-se de palavras negativas e ocupe sua mente com pensamentos bons, positivos, pois eles proporcionam um estado mental tranquilo, que ajuda a diminuir a raiva, a depressão, o mau humor e a irritabilidade.

As palavras têm poder, cada som, cada sílaba, cada letra é uma vibração que ao falar estamos soltando livremente no ar…

Pense nisso: 

Nossa vida toma a atitude das palavras que dizemos, e é por isso que pensar antes de falar tem muito sentido e evita muitas situações complicadas.

Que tal exercer o poder das palavras na sua vida”!

SAIBA! Você não está sozinho e sua Saúde mental, muito importa. Portanto, vamos conversar!


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A ESCOLA E A SAÚDE MENTAL - DEPRESSÃO

DEPRESSÃO O que é? Hoje utilizamos informalmente a palavra “depressão” para caracterizar um sentimento de tristeza. No entanto, na literatur...